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Mostra solo da mãe d’OSGEMEOS mistura arte urbana e identidade familiar

Reprodução / Museu da Imigração

"Assim bordei meus sonhos" é a primeira exposição solo de Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo - Reprodução / Museu da Imigração
"Assim bordei meus sonhos" é a primeira exposição solo de Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo
Por Redação Viva

03/07/2026 | 16h34

São Paulo - O Museu da Imigração recebe, a partir de 10 de julho, a exposição "Assim Bordei Meus Sonhos". As obras são da artista Margarida Pandolfo, mãe da renomada dupla de grafiteiros OSGEMEOS. A mostra reúne bordados, pinturas e trabalhos em crochê que dialogam com a herança cultural da artista e com as histórias de diferentes gerações de imigrantes.

A exposição faz parte da programação especial do Museu que celebra os 100 anos da imigração lituana no Brasil e busca difundir a cultura do país báltico. A sensibilidade presente nas obras de dona Margarida tem como base a identidade lituana e suas memórias afetivas.

Fios da história

Nascida em 1944, na capital paulista, e filha de uma brasileira com um imigrante lituano, Margarida Leda Kanciukaitis Pandolfo aprendeu a arte do bordado aos 10 anos, com a família e também em aulas na escola. No entanto, com as responsabilidades da vida adulta, a paixão acabou ficando em segundo plano.

Além dos filhos gêmeos Gustavo e Otávio Pandolfo, artistas reconhecidos internacionalmente como OSGEMEOS, ela é mãe de Arnaldo e Adriana Pandolfo. Depois de acompanhar o sucesso da dupla, cujas obras ocupam ruas e galerias ao redor do mundo, Margarida voltou a bordar somente após os 60 anos, incentivada pelos filhos.

Hoje, suas obras reúnem diferentes técnicas da arte contemporânea. Bordados, pinturas e trabalhos com retalhos unem suas inspirações iniciais a releituras do universo da arte urbana desenvolvido por seus filhos.

Um grande presente

"Assim Bordei Meus Sonhos" é a primeira exposição solo de Dona Margarida, que já participou de mostras coletivas no Brasil, nos Estados Unidos e na Lituânia. 

A montagem e a organização da exposição foram realizadas em segredo pelos filhos, como uma surpresa para a artista.

O Museu da Imigração, espaço dedicado à preservação das memórias e das identidades de pessoas que se deslocaram pelo mundo em busca de uma nova vida, torna-se o cenário ideal para receber essa mostra. A exposição convida o público a refletir sobre migração, identidade, afetos, dores e sonhos por meio da delicadeza e da força da produção artística de Margarida Pandolfo.

Serviço

  • Onde: Museu da Imigração – Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca
  • Quando: De 10 de julho (abertura às 19h) a 6 de outubro de 2026
  • Horário: Terça a sábado, das 9h às 18h | Domingo, das 10h às 18h
  • Ingressos: A partir de R$ 8 (meia-entrada) | Gratuito todos os dias para pessoas com deficiência e crianças de até 7 anos | Gratuito aos sábados para todos os públicos (apenas para as exposições)
  • Mais informações: Confira as redes sociais e o site do Museu da Imigração.

Por Bruno Félix, especial para o VIVA

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