Nunca houve uma mulher como Marilyn Monroe: a estrela faria 100 anos hoje
Reprodução / Disneyplus
São Paulo - Uma das maiores lendas do cinema, Marilyn Monroe completaria 100 anos nesta segunda-feira (1º). No Brasil, a atriz e cantora norte-americana é tema da exposição "Marilyn: A Última Entrevista”, em cartaz no Museu da Imagem e do Som em São Paulo (MIS-SP), com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
A mostra traz, pela primeira vez, a última sessão de fotos de Marilyn, realizada dentro de sua casa. A sessão foi feita durante entrevista para a revista "LIFE", com o fotojornalista Allan Grant.
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Além disso, o MIS-SP exibe a mostra "Marilyn Monroe 100 anos”, entre esta terça (2) até 7 de junho, reunindo 12 filmes que focam em atuações menos reverenciadas da atriz, incluindo raridades, como “Idade Perigosa”, primeiro filme em que Marilyn teve fala; e dois filmes dirigidos por John Huston, incluindo “Os Desajustados”, seu último trabalho no cinema — finalizado um ano antes de sua morte. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).
A programação especial destaca, ainda, um curso presencial sobre a estrela, que vai mergulhar em sua obra, desde a estreia como protagonista em “Mentira Salvadora”, de 1948. As aulas serão realizadas às terças e quintas, das 19h às 21h30, desta terça-feira (2) até dia 16 de junho, a R$ 200.
Lares temporários
Nascida Norma Jeane Baker, em Los Angeles (EUA), antes da fama, Marilyn passou anos em um orfanato e foi adotada por 12 famílias, por fazer parte de um sistema de acolhimento temporário. Orfã de pai, ela foi impedida de ser criada pela mãe, que tinha problemas graves de saúde mental.
Sua infância e adolescência vividas em uma realidade disfuncional e instável impactaram em seus relacionamentos futuros. A primeira vez que se casou foi aos 16 anos, numa união arranjada para que ela não voltasse ao orfanato.
Marilyn foi descoberta quando trabalhava em uma fábrica de peças de avião, em 1944. O fotógrafo militar David Conover viu potencial nela como modelo e a fotografou, abrindo caminho para uma carreira de sucesso. Já com novo visual, em que os cabelos naturalmente castanhos foram substituídos pelo icônico loiro platinado, chamou logo a atenção de Hollywood.
A então aspirante a atriz assinaria seu primeiro contrato, em 1946, com 20th Century Fox, e, no ano seguinte, fez um papel pequeno em "Sua Alteza, a Secretária", marcando sua estreia no cinema.
Anos depois, ela despontou em filmes como "A Malvada" (1950), estrelada por Bette Davis, mas foi com seus papéis em "Torrente de Paixão" e "Os Homens Preferem as Loiras" que seu trabalho ganhou projeção, em 1953. A carreira se consolidou em filmes seguintes, como "Como Agarrar um Milionário" e "O Rio das Almas Perdidas".
A consagração veio com "O Pecado Mora ao Lado" — e com a cena icônica em que ela aparece segurando seu vestindo esvoaçante sobre a grade de ventilação do metrô, recriada (ou parodiada) em outros filmes, como em "A Dama de Vermelho" (1984).
Marilyn estrelou também outros clássicos, como "Nunca Fui Santa" e "Quanto Mais Quente Melhor". Ela é lembrada também recorrentemente pelo episódio em que canta, sensualmente "Happy Birthday, Mr. President", em 1962, para o então presidente dos EUA, John F. Kennedy, com quem teria tido um affair.
Com uma carreira relativamente curta, a estrela morreu aos 36 anos, em sua casa, em Los Angeles, segundo laudo oficial, em decorrência de uma overdose aguda de barbitúricos, em 4 de agosto de 1962. Na época, ela filmava a comédia romântica "Alguém Tem Que Ceder", com Dean Martin, projeto que depois foi engavetado.
Ícone pop
Além de ícone do cinema, Marilyn Monroe também foi uma grande influência para a cultura pop do século 20. A referência para Madonna foi muito além de seu cobiçado cabelo platinado, que a cantora usou na época do álbum "True Blue", de 1986.
As duas foram símbolos da revolução sexual feminina, cada uma em seu tempo, e Madonna literalmente a homenageou no início da carreira, quando lançou o disco "Like a Virgin" (1984): no clipe "Material Girl", ela imita a performance de Marilyn cantando "Diamonds Are a Girl's Best Friend", do clássico "Os Homens Preferem as Loiras".
Em 1967, o artista visual Andy Warhol a retratou em um portfólio composto por dez serigrafias, que se tornou o símbolo máximo da pop art. O trabalho é inspirado em uma fotografia do filme "Torrente de Paixão", de autoria de Gene Kornman.
Onde conhecer sua história
Sua trajetória foi revisitada em filmes como "Blonde" (2022), com Ana de Armas, adaptação baseada no livro homônimo de Joyce Carol Oates, disponível na Netflix, e "Sete Dias com Marilyn" (2011), com Michelle Williams, que está no catálogo do Mercado Play e do Prime Video.
Pode ser conhecida também, com mais profundidade, em um documentário recente, "O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas" (2022), com direção de Emma Cooper, também encontrado na Netflix.
Serviço:
Museu da Imagem e do Som (MIS-SP)
Endereço - Avenida Europa, 158, Jardim Europa, 2º andar e térreo, São Paulo| (11) 2117-4777
Informações: site do MIS
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