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Você é chato? Livro aborda o tema com humor e dá dicas para não virar um

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O livro “Não Seja Chato!”, de Fernando Vítolo, é da editora United Press - Divulgação
O livro “Não Seja Chato!”, de Fernando Vítolo, é da editora United Press
Por Alessandra Taraborelli

07/04/2026 | 14h47

São Paulo - Você, assim como a maioria das pessoas, conhece ou já conviveu com um chato e, muitas vezes, não sabe como lidar com esse indivíduo. Foi pensando nisso que Fernando Vítolo, jornalista e escritor, resolveu escrever o livro “Não Seja Chato!”, da editora United Press, para provocar uma reflexão, mostrar às pessoas o quanto ser chato pode afastar oportunidades e incomodar quem está à sua volta.

Mas engana-se quem pensa que é um livro de auto-ajuda, Pelo contrário, o escritor usa do humor para que a pessoa possa aprender a reconhecer comportamentos inconvenientes com leveza, transformando suas relações, conversas e experiências do dia a dia.

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Para o autor, a chatice é um comportamento. E, como todo comportamento, pode ser mudado. É chato falar “não seja chato”. E o problema é que ninguém quer ter esse tipo de conversa. Assim, o livro acaba sendo essa indireta necessária, um guia para quem quer se livrar da própria chatice ou aprender a lidar com os chatos ao redor. 

Ele alerta que existem vários sinais que podem indicar se uma pessoa está exagerando na chatice, como: quem interrompe constantemente; quem manda áudios intermináveis; quem reclama de tudo; quem corrige os outros o tempo todo e por aí vai.

Sou tão chato que escrevi um livro sobre chatice. Mas não é que eu seja um cara iluminado tentando melhorar o mundo. Muito pelo contrário: eu sou tão chato que resolvi fazer um guia sobre isso. Porque a verdade é simples: todo mundo é chato em algum grau. O problema é quando essa chatice sai do controle e começa a incomodar quem está ao redor.”

Para escrever o livro, foram convidadas 183 pessoas para entrevistar, sendo que 76 nunca lhe responderam, 41 só o enrolaram, duas queriam cobrar cachê e uma o bloqueou no WhatsApp. Desse universo, 63 pessoas aceitaram, sendo que 13 são amigos do autor.

Entre os entrevistados há nomes como: Bernardo Veloso, Marcelo Mansfield, Pedro Bismark (Nelson da Capitinga), Iara Jamra, atriz do ‘Universo Rá-Tim-Bum’, Priscila Calabresa, Julio Kniss, João Marques e PJ Negreiros – integrantes do Canal de Humor ‘Quanta Besteira’, entre outros.

Chatice tem idade?

Vítolo conta ainda que ao escolher os entrevistados procurou fazer uma mistura de gerações e o livro faz uma provocação: chatice tem idade? 

Muita gente mais nova acha que quem é mais velho é chato. E, por outro lado, muita gente mais experiente acha que já sabe tudo e não tem mais o que aprender. Esse choque de gerações, para mim, é um dos lugares onde a chatice mais aparece.” 

No entanto, ele ressalta que quem tem mais estrada geralmente traz repertório, timing e escuta, o que ajuda muito a não ser chato. E quem é mais jovem traz frescor, velocidade e novas formas de olhar.

No fim, o livro também passa por isso: como equilibrar essas visões e aprender uns com os outros.

Além da curiosidade de saber se essas pessoas se consideram chatas, ele também queria aprender com elas. “Sempre tive interesse por humor e comédia, então acabei unindo o útil ao agradável”.

Autor com o livro Não Seja Chato na mão
Foto: Annelise Costa

O livro fala sobre chatice de forma bem-humorada e convida o leitor a fazer uma auto-reflexão sobre o seu comportamento, analisando se algumas situações não o levam ao isolamento.

Afinal, pessoas consideradas chatas são frequentemente evitadas socialmente; têm dificuldade de relacionamento no trabalho, aumentando assim riscos para sua saúde mental.

De acordo com o escritor, a principal característica da chatice está relacionada a comportamentos repetitivos, inconvenientes e impositivos, onde a pessoa ignora os sinais sociais e o interesse dos outros.

Vítolo ressalta a importância de escutar mais as pessoas para que haja uma melhor interação e afirma que o leitor não deve se preocupar, caso se identifique com as situações descritas. A proposta é aprender a reconhecer comportamentos inconvenientes com leveza e bom humor, transformando suas relações, conversas e experiências do dia a dia.

Livro vivo

O livro foi feito no formato multiplataforma para acompanhar as novas tendências. O livro propõe total interatividade com o leitor: já no início é possível escanear o QRCode para conferir a atualização do texto.

Conta com 35 quadrinhos do quadrinista e caricaturista Érico San Juan, e uma canção inspirada na figura do chato, composta especialmente para o projeto do livro, pelo músico Wandi Doratiotto (ex-Premeditando o Breque).

No caso das entrevistas em vídeo, ele avalia que complementa, aprofunda e torna tudo mais dinâmico. E tem outro ponto importante: amplia o público, tornando o livro mais acessível, mais interativo e mais atraente, inclusive para os mais jovens.

Há também exercícios práticos que permitem ao leitor refletir sobre o que leu e fazer suas anotações em espaços em branco no próprio livro,  mensurando assim, como anda o seu “nível de chatice”.

“Meus livros passaram a ser vivos. Todos já recebem atualizações com novos conteúdos e capítulos. Esse material nasce das palestras, workshops, pesquisas, entrevistas e, principalmente, do feedback dos leitores. Inclusive, o livro mal foi lançado e já ganhou dois capítulos novos. E o mais interessante: quem já comprou continua tendo acesso a tudo isso. Não precisa esperar uma nova edição”, explica. 

Vitolo finaliza lembrando que se fala muito de carreira, sucesso, produtividade, mas se esquece do básico: "como a gente se comporta com o outro. E isso, define muita coisa. Ser interessante, leve, agradável, saber ouvir… tudo isso abre portas. Muito mais do que qualquer técnica mirabolante. E talvez o ponto principal seja: ninguém acha que é chato. Esse é o problema”, conclui.  

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