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Banco Central reduz juros para 14%; saiba o que é a Selic

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Queda de hoje faz parte do "ciclo de calibração" da política monetária iniciado pelo Banco Central em março - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Queda de hoje faz parte do "ciclo de calibração" da política monetária iniciado pelo Banco Central em março
Por Broadcast e Redação Viva

05/08/2026 | 19h41

Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,25% ao ano para 14,00%, nesta quarta-feira, 5. A decisão foi unânime e ficou em linha com a expectativa de 56 das 60 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast.

Foi o quarto corte consecutivo. Os juros já caíram 1 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um "ciclo de calibração" da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã sobre a cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

 Antes, o Copom manteve a Selic em 15% - o maior nível em quase duas décadas - por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

O que é a Selic?

Segundo o Banco Central do Brasil, a Selic, sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira.

É definida a partir das operações de compra e venda de títulos públicos realizadas diariamente pelas instituições financeiras. Na prática, funciona como referência para todas as taxas de juros cobradas ou pagas no País.

Por ser o custo do dinheiro no mercado, a Selic orienta desde o que um banco paga para captar recursos até o que cobra ao conceder crédito. Ela também influencia diretamente a rentabilidade das aplicações financeiras de renda fixa, especialmente daquelas atreladas a indicadores pós-fixados.

Quando o Banco Central eleva ou mantém a Selic em patamares altos, o crédito fica mais caro. O aumento funciona como freio à economia porque desestimula financiamentos imobiliários, empréstimos pessoais e crédito para empresas, que passam a ter juros maiores.

Já a redução tende a reduzir o impacto desse freio, embora o setor produtivo considere a taxa elevada.que o Banco Central busca provocar em momentos de inflação elevada.

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