Crédito para motoristas de táxi e apps: veja carros e bancos disponíveis
Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a Medida Provisória 1.362/2026 que abre crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para financiar a compra de carros novos por motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de táxi. A medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU) e integra o programa Move Brasil.
O programa foi lançado pelo Governo Federal para incentivar a renovação da frota de transporte individual de passageiros com veículos sustentáveis. Os financiamentos serão operados por bancos credenciados ao BNDES e terão foco em automóveis flex, híbridos flex, elétricos e movidos exclusivamente a etanol.
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A linha de crédito Move Motoristas faz parte da MP 1.359/2026 e prevê financiamento reembolsável para profissionais do transporte remunerado privado individual de passageiros.
Quem pode participar do Move Brasil
O programa é destinado a taxistas, cooperativas de táxi e motoristas de aplicativos que cumpram os critérios definidos pelo Governo Federal, como Uber, Lady Driver, 99 e outros.
Para participar, os taxistas precisam estar com registro ativo e regularizado. Já os motoristas de aplicativos devem ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses na mesma plataforma e comprovar a realização mínima de 100 corridas nesse período.
Além disso, motoristas cooperativos também poderão acessar a linha de crédito, desde que estejam regularizados junto aos órgãos competentes.
Quais carros poderão ser financiados
O Move Brasil vai financiar automóveis novos de até R$ 150 mil que façam parte da lista de veículos habilitados no Programa Mover, permitindo apenas modelos considerados sustentáveis.
Estão autorizados carros flex, híbridos flex, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol. Os veículos movidos apenas a gasolina ou diesel não poderão ser financiados.
Entre as montadoras habilitadas no programa estão:
- Volkswagen
- Fiat
- Citroën
- Jeep
- Peugeot
- Renault
- Geely
- GM
- Honda
- Hyundai
- Nissan
- Toyota
- BMW
- BYD
- GWM
Como solicitar adesão ao Move Brasil
O processo de adesão é totalmente online e exige conta Gov.br. Veja o passo a passo:
- 1 - Fazer login com conta Gov.br
O motorista deve acessar a plataforma oficial do programa e entrar com a conta Gov.br para iniciar o pedido.
Durante o acesso, será necessário autorizar a análise de compatibilidade com as regras do programa.
- 2 - Aguardar validação do cadastro
Após o envio das informações, o pedido passa por análise. Segundo o governo federal, a validação pode levar até cinco dias úteis.
- 3 - Conferir resultado da solicitação
Depois da análise, o motorista poderá verificar diretamente na plataforma se o cadastro foi aprovado. A consulta também será feita online.
- 4 - Solicitar financiamento no banco
Os motoristas aprovados poderão procurar instituições financeiras participantes do programa a partir de 19 de junho.
Nessa etapa, os bancos irão analisar:
- Crédito do motorista;
- Viabilidade do financiamento;
- Condições de pagamento.
Quando começa o financiamento?
De acordo com o governo federal, os financiamentos começam a ser liberados a partir de 19 de junho para os motoristas com adesão aprovada. O prazo total para conclusão do processo ainda não foi estimado oficialmente.
Para mais informações ou dúvidas sobre este serviço, entre em contato com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) através deste site.
Quais bancos posso usar para financiar?
A partir da liberação oficial da linha de crédito, os profissionais habilitados deverão escolher um veículo participante do programa e procurar uma instituição financeira credenciada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O banco será responsável por solicitar documentos, analisar crédito, negociar garantias e encaminhar a operação para homologação do BNDES.
O prazo de carência definido pelo Conselho Monetário Nacional é de até seis meses. Já o prazo de financiamento é de até 72 meses. As taxas de juros definidas pelo Conselho Monetário Nacional são: até 0,99% ao mês para homens e até 0,91% ao mês para mulheres.
Confira a lista de instituições financeiras credenciadas no BNDES:
- ABC-Brasil
- ACCREDITO SOCIEDADE DE CRÉDITO DIRETO S.A.
- Agência de Fomento Tocantins
- AgeRio
- Badesc
- Badesul
- Banco BV
- Banco BMG
- Banco Crédit Agricole Brasil S.A.
- BANCO FIBRA S.A.
- Banco de Ribeirão Preto
- Banco do Brasil
- Banco KDB
- Banco Mercedes
- BANCO MIZUHO DO BRASIL S.A.
- BANCO PINE S/A
- Banco Sofisa
- Banco Inter S.A.
- Banco J. P. Morgan S.A.
- Banco XP
- Bandes
- Banese
- Banestes
- Banpará
- Banrisul
- Basa
- BBM BM
- BDMG
- BIB
- BNB
- BOC Brasil
- BNP Brasil
- BR Partners Banco de Investimento S.A.
- Bradesco BM
- BRDE
- BTG Pactual
- Caixa
- Caterpillar BM
- Central Ailos
- Citibank BM
- CNH BM
- Cooperativa de Crédito Rural Coopave
- Credicoamo Crédito Rural Cooperativa
- CREDISIS - CENTRAL DE COOPERATIVAS DE CRÉDITO LTDA
- CRESOL
- Daycoval BM
- Desenbahia
- Desenvolve SP
- DEUTSCHE BANK SA BANCO ALEMÃO
- Deutsche Leasing
- DLL BM
- Fomento Paraná
- Goiás Fomento
- INTESA SANPAOLO BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO
- Itaú Unibanco BM
- John Deere BM
- J.P. Morgan
- Komatsu
- Moneo BM
- MUFG BR
- Paccar
- Piauí Fomento
- Rabobank
- Randon BM
- Rendimento BM
- Rodobens BM
- Safra BM
- Santander BM
- Scania BM
- Sicoob
- Sicredi
- Societe Generale Brasil
- Stara Financeira
- Stellantis
- Sumitomo
- TRATON BRASIL S.A.
- Tribanco BM
- Volkswagen BM
- Volvo BM
- XCMG Brasil S.A
Cada instituição financeira credenciada decide se vai ou não operar as linhas de financiamento do BNDES, conforme suas próprias políticas e critérios de concessão de crédito. Assim, a aprovação ou a recusa de propostas enviadas é decisão exclusiva do agente financeiro responsável pela análise.
Sem taxa de cadastro
Em 25 de abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que veda a cobrança de tarifa de cadastro nas operações de financiamento realizadas no âmbito das linhas de crédito do Move Brasil, instituídas pela Medida Provisória 1.359.
O objetivo da medida é "reduzir o custo efetivo do financiamento para os tomadores e preservar a efetividade do apoio público, evitando a oneração indevida dos beneficiários das políticas", segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento.
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