Governo estuda ampliar Desenrola para trabalhadores informais endividados
Fernando Frazão/Agência Brasil
Brasília - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira que o governo estuda uma segunda rodada do Desenrola para adimplentes com dívidas de juros altos. Além disso, declarou que está em análise uma linha do programa para os informais, que deve ser anunciada no fim de maio ou no início de junho.
"Ele (o informal) é quem mais toma juros caros no País e nós estamos estudando uma linha para os informais para ser anunciada no fim de maio, começo de junho", declarou.
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Ele participa do programa 'Bom dia, ministro', da EBC, empresa pública controlada pelo governo federal.
"Nós estamos estudando uma segunda rodada pra quem está adimplente e tem [dívida com] juros altos. Aqui, seja uma pessoa que é informal, por exemplo, o informal no país, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado", completou.
Cultura de dívidas
O ministro da Fazenda disse ainda que o Novo Desenrola é continuidade de processo iniciado na primeira versão do programa e que ele não criará uma 'cultura do endividamento', incentivando as pessoas a não pagarem suas dívidas.
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A gente começou a lidar com endividamento pós-pandemia, pré-governo Lula, e agora nós vamos terminar esse processo. Não é um processo que vai durar, por isso a mobilização de 90 dias para você renegociar sua dívida."
Segundo ele, o setor financeiro aponta que a inadimplência é o principal fator do spread dos bancos e agora o governo está tentando reduzir esse fator. Ele foi enfático ao dizer que programas como o Novo Desenrola não vão se repetir.
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Durigan declarou que o problema para começar a rodar o programa pelos bancos foi um "ruído" que já foi resolvido, com todos os bancos operando a partir desta quarta-feira.
Novo Desenrola
O governo anunciou o Novo Desenrola na segunda-feira, 4, voltado para devedores inadimplentes com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105). A dívida renegociada terá desconto entre 30% a 90%, taxa de juros de 1,99% ao mês e até 48 meses para pagamento. A previsão é de que o desconto médio para os endividados será de 65%.
O prazo para pagamento da primeira parcela será de até 35 dias. Já o valor que poderá ser renegociado é de até R$ 15 mil por pessoa, após a aplicação dos descontos.
Quem aderir terá o CPF bloqueado por 12 meses em sites de apostas online. Os endividados ficarão proibidos de usar cartões de crédito, crédito parcelado, Pix crédito e Pix parcelado para carregar carteiras virtuais e transferir esse valor para casas de apostas.
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