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IPC60+ Fipe: 2025 fecha com preços estratégicos bem acima da inflação

Foto: Envato Elements/Shaiith

A despeito da divisão igual, a inflação para a população 60+ na capital paulista fechou o ano em 4,00% - Foto: Envato Elements/Shaiith
A despeito da divisão igual, a inflação para a população 60+ na capital paulista fechou o ano em 4,00%

Por Humberto Dantas*

redacao@viva.com.br
07/01/2026 | 09h25

São Paulo, 07/01/2026 - Em dezembro, o IPC 60+ da Fipe registrou aumento de 0,15%, enquanto o IPC Geral apontou elevação de 0,32%. Em 2025, houve equilíbrio absoluto em relação aos meses em que os preços pesaram mais sobre os idosos na cidade de São Paulo: seis meses.

A despeito da divisão igual, a inflação para a população 60+ na capital paulista fechou o ano em 4,00%, contra 3,83% do IPC-Geral, ou seja, em 2025 o custo de vida pesou 0,17 ponto percentual a mais para os idosos.

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Como o indicador reflete os preços para lares cujas receitas variam entre um e dez salários-mínimos, o resultado do ano indica que as famílias compostas exclusivamente por pessoas com mais idade teriam algo como R$ 31,00 a R$ 310,00 a mais de custo em suas realidades. Os valores equivalem a 0,17% de algo como um a dez salários-mínimos em um ano. Ilustrativamente, a Loft divulgou que o valor médio do condomínio de um apartamento de 30 a 65m² no Tucuruvi era de R$ 250,00 em junho.

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Café foi o vilão de 2025

Em relação a preços específicos em dezembro, os maiores recuos foram observados no Leite Longa Vida (-6,8%), pelo segundo mês seguido, nas frutas de época (-2,6%) e na TV por assinatura (-1,8%). Já os avanços mais expressivos se concentraram na cebola (13,2%), na batata (9,6%) e nas viagens de excursão (7,6%), algo próximo do aumento registrado nas passagens aéreas e a exemplo do que ocorreu em novembro como reflexo da chegada das férias de verão.

Em 2025, como um todo, o maior vilão foi o café, com elevação superior a 30%, mas merecem destaques em virtude de pesarem muito no bolso dos idosos: a energia elétrica, com aumento aproximado de 18%, o Imposto Predial com elevação de 10% e os Planos de Saúde com 8% - todos bem acima do IPC+60 de 4% no ano.

Discrepância em transportes

Em relação aos grandes grupos de despesas, em dezembro houve recuo em Habitação (-0,1%) e os principais avanços ficaram por conta de Despesas Pessoais e Vestuário, próximos de 1%. Com relação ao IPC-Geral a maior discrepância se verificou no grupo Transportes: no IPC 60+ o aumento foi de 0,23% no mês, contra 0,93% no geral.

Já em 2025, Saúde teve incremento de 7,6% para os idosos, contra 7,2% no IPC-Geral. Pressão superior a 4% em 2025 nos bolsos dos idosos foi verificada nos grupos Habitação e Despesas Pessoais, com Educação e Transporte compensando tais avanços e pesando mais sobre as despesas do IPC Geral.

*Humberto Dantas é doutor em ciência política pela USP e professor universitário. A pedido do VIVA, o especialista avalia o custo de vida dos idosos à luz do IPC-Fipe.

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