Confira a reação internacional aos ataques dos EUA e Israel ao Irã
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São Paulo, 28/02/2026 - Os ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel ao Irã tem gerado reações internacionais mistas. O primeiro ataque aparente ocorreu próximo aos escritórios do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Uma das intervenções atingiu uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã.
Nem os EUA nem Israel ofereceram detalhes sobre a campanha militar deste sábado até agora. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao povo iraniano que "assuma o controle de seu governo" - um apelo extraordinário que sugeriu que os aliados poderiam estar buscando o fim da teocracia do país após décadas de tensões.
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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de Israel - que considera o Irã seu arqui-inimigo - disse que o ataque conjunto foi para "remover uma ameaça existencial representada" pelo Irã. "Nossa operação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos", disse Netanyahu.
Em retaliação, o Irã lançou ataques contra Israel e atacou atacou bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque.
ONU
O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, condenou a escalada militar deste sábado no Oriente Médio. "O uso da força pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e a subsequente retaliação do Irã em toda a região, minam a paz e a segurança internacionais", disse em postagem na rede social X.
No mesmo post, Guterres fez um apelo para que cessem imediatamente os ataques contra o Irã. "Não fazê-lo arrisca um conflito regional mais amplo com graves consequências para os civis e a estabilidade regional. Encorajo fortemente todas as partes a retornarem imediatamente à mesa de negociações", diz.
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Ele reforça que os Estados Membros da ONU devem respeitar suas obrigações sob o direito internacional e que a Carta da organização proíbe "a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer estado, ou de qualquer outra maneira inconsistente com os Propósitos das Nações Unidas".
Europa
União Europeia
Os líderes da União Europeia emitiram uma declaração conjunta sobre os ataques. O bloco pede por moderação e envolvimento diplomático regional para o desfecho dos conflitos. “Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem integralmente o direito internacional”, informa o comunicado.
Alemanha
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou neste sábado que os Estados Unidos vinham buscando, há semanas, uma solução negociada com o Irã, mas que Teerã "não concordou com um arranjo confiável" para encerrar seu programa nuclear militar.
Em publicação nas redes sociais, Merz declarou que "o povo iraniano tem o direito de determinar seu próprio futuro". O chanceler acrescentou que o país “permanece comprometido com a paz e a segurança na região e com a segurança de Israel”.
França
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou na sua conta no X que o país solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, neste sábado.
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"O início de uma guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã tem graves consequências para a paz e segurança internacional", escreveu Macron, na mesma publicação. "A escalada em curso é perigosa para todos. Ela precisa parar."
Ucrânia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, apoiou os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, iniciados na madrugada deste sábado. “É justo dar ao povo iraniano a chance de se livrar de um regime terrorista e garantir a segurança de todas as nações que sofreram com o terror originado no Irã”, disse em uma postagem na rede social X.
Rússia
Em comunicado no Telegram, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou os ataques como “um ato premeditado e não provocado de agressão armada contra um Estado-membro soberano e independente da ONU”, exigindo a interrupção imediata da campanha militar e o retorno à diplomacia.
Ásia
China
A China afirmou estar "amplamente preocupada" com os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em breve comentário divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores em seu site. "A soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irã deveriam ser respeitados", disse.
Pequim pediu uma cessão imediata das operações militares para prevenir uma escalada das tensões e a retomada de diálogos e negociações diplomáticas para "manter a paz e estabilidade no Oriente Médio".
Paquistão
O Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, condenou no sábado o que descreveu como "ataques injustificados" ao Irã durante uma ligação telefônica com seu homólogo iraniano Abbas Araghchi, disse o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, em um comunicado.
O comunicado afirmou que Dar pediu "uma interrupção imediata da escalada por meio da retomada urgente da diplomacia para alcançar uma resolução pacífica e negociada para a crise".
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