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Maior demanda por aluguel na cidade de São Paulo encarece compactos

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Com maior procura, modelo de 30 m² registrou a maior alta no preço do aluguel nos últimos 12 meses, de 5,27% - Magnific
Com maior procura, modelo de 30 m² registrou a maior alta no preço do aluguel nos últimos 12 meses, de 5,27%
Por Fabiana Holtz

02/06/2026 | 13h16

São Paulo – O alto custo de vida de São Paulo já é conhecido nacionalmente e o seu peso pode ser constatado com ainda mais impacto ao compararmos o valor do metro quadrado da cidade com outras capitais na região Sudeste, que pode ser até 31% mais caro.

O preço médio do m² para locação na capital paulista, de acordo com dados de abril do Índice FipeZAP de Locação Residencial, ficou em R$ 64,20, bem acima da média nacional (de 11 capitais), que ficou em R$ 52,89. Na sequência na região estão Rio de Janeiro (R$ 58,48) e Belo Horizonte (R$ 49,11).

No ranking nacional, a capital paulista é seguida de perto por Recife (R$ 63,39) e Florianópolis (R$ 61,07).

Se levarmos em conta esse valor, o aluguel médio de um imóvel de 45 m², com dois dormitórios, em São Paulo custaria R$ 2.889. Esse modelo de residência, importante frisar, ainda é o mais procurando na cidade e representa 45% de toda a demanda por aluguel. 

No caso de um imóvel menor, de um dormitório (30 m²), o aluguel médio cai para R$ 1.926. Sinal da rápida adaptação do consumidor a essa realidade, esse modelo de moradia apresentou a maior alta no preço do aluguel nos últimos 12 meses, de 5,27%.

Pressão no orçamento

Se considerarmos dentro dos critérios do bom planejamento financeiro que os custos com moradia não devem ultrapassar 30% da renda mensal, esses potenciais moradores deveriam ter um salário de R$ 11.556 (para alugar um apartamento de 2 dormitórios) e de R$ 7.704 (no caso do apartamento de 1 dormitório) ao mês, respectivamente, para arcar com essa conta.

Na avaliação de Gabriela Domingos, analista de inteligência de mercado do DataZAP, além do custo do aluguel é preciso atentar para outras despesas importantes que estão embutidas na escolha de uma nova morada.

Essa conta inclui o IPTU, valor do condomínio e despesas com alimentação e transporte - que podem variar bastante de acordo com a região escolhida.

A analista observa ainda que a dinâmica de oferta e demanda, especialmente em regiões com boa infraestrutura de transporte e serviços, deve seguir como principal motor dos preços do aluguel em 2026.

Pinheiros na liderança

No recorte por bairros, Pinheiros lidera como o mais caro da cidade, com o preço do metro quadrado batendo em R$ 98, seguido por Itaim Bibi (R$ 92/m²), Moema (R$ 84/m²), Jardins (R$ 83/m²) e Paraíso (R$ 77/m²).

Na outra ponta, entre as opções com melhor custo-benefício a Zona Leste se consolida na liderança. 

Os imóveis menores têm se mostrado uma alternativa para quem deseja morar em grandes cidades, em especial, em localidades mais próximas às áreas centrais, onde os preços do metro quadrado tendem a ser mais elevados, dada a alta demanda. 

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