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Mais de 500 mil brasileiros já optaram pela autoexclusão de bets

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A perda de controle foi a causa apontada por 41% dos que pediram o bloqueio - Envato
A perda de controle foi a causa apontada por 41% dos que pediram o bloqueio
Por Marcel Naves

26/05/2026 | 19h50

São Paulo - É grande a quantidade de pessoas que buscam resolver os problemas de dependência dos jogos de azar. Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram  que mais de 574 mil pessoas já se autoexcluíram dos sites de apostas. Os registros são da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, uma ferramenta criada pelo governo federal.

Os dados do governo revelam que 207 mil usuários da plataforma, ou seja 41% dos pedidos, apontaram a perda de controle sobre o jogo ou eventuais danos à saúde mental como principal razão para solicitar o bloqueio. Riscos como vazamento de dados (18%) e problemas financeiros (12%) aparecem logo em seguida. Quatorze por cento dos usuários não informaram o motivo e 13% asseguraram que tomaram a decisão voluntariamente.

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A plataforma

Desenvolvido pelo Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda e lançado em dezembro de 2025, o sistema permite que os interessados bloqueiem o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados.

Além de permitir ao cidadão interessado restringir o próprio acesso, a Plataforma reúne informações sobre saúde mental e orientações e links de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para quem está sofrendo as consequências do uso problemático de jogos de apostas.

Até o momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Segundo os dados, 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. 

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Além do bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto.

Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e se o bloqueio é por tempo indeterminado ou pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses.

Autoteste

A ferramenta também conta com links para a lista de empresas legalizadas; um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para a pessoa interessada em avaliar sua saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde.

Investimentos

A Plataforma Centralizada de Autoexclusão integra uma estratégia governamental mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos. O que inclui investimento em pesquisas sobre o impacto das bets na saúde dos brasileiros.

O Ministério da Saúde assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED) que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS.

O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e permitirá mensurar e analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.

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A recomendação é que, em caso de problemas, as pessoas procurem apoio especializado nas unidades básicas de saúde (UBS), nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou de profissionais de saúde da sua confiança. Endereços de serviços de saúde pública podem ser pesquisados na página do SUS Digital.

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