Novo Desenrola: 68% dos endividados dizem que vão se beneficiar com medida
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São Paulo - Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 22, revelou que o Novo Desenrola tem despertado otimismo entre os brasileiros. Entre as pessoas endividadas, 68% acreditam que o programa de renegociação de dívidas vai trazer benefícios diretos para suas finanças. Já 82% desse grupo enxergam impactos positivos para a economia do país.
Mesmo entre quem não tem dívidas, a percepção sobre o programa também é favorável. Segundo a pesquisa, 39% acreditam que podem ser beneficiados financeiramente, e 73% avaliam que o Desenrola deve ajudar a economia brasileira.
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O levantamento mostra ainda que os mais jovens, moradores do Nordeste e eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão entre os mais confiantes com relação à nova fase do programa, lançada em 4 de maio.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros nos dias 12 e 13 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Finanças pessoais
No cenário geral, 77% dos entrevistados demonstram otimismo em relação aos efeitos do Desenrola sobre a economia. Desse total, 49% acreditam que o impacto será grande, enquanto 28% esperam benefícios mais moderados. Outros 17% avaliam que não haverá melhora econômica, e 5% não souberam responder.
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Quando o assunto é a vida financeira pessoal, 53% afirmam que esperam algum efeito positivo da iniciativa. Entre eles, 34% dizem que serão muito beneficiados, e 19% acreditam em ganhos menores. Já quatro em cada dez brasileiros não esperam vantagens diretas com o programa.
O Datafolha também perguntou sobre os possíveis reflexos para familiares. Nesse caso, 33% acreditam que parentes serão muito beneficiados, 20% esperam algum benefício, 41% não veem impactos positivos e 6% não souberam opinar.
Preferência eleitoral
O recorte político também influencia a percepção sobre o Desenrola. Entre os eleitores de Lula, 64% afirmam acreditar em benefícios pessoais com o programa. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 44%.
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No Nordeste, região onde Lula tradicionalmente registra maior apoio eleitoral, 62% dizem esperar melhorias diretas nas finanças por meio da iniciativa.
Os dados ainda mostram diferenças entre as faixas etárias. Entre pessoas de 25 a 34 anos, 60% acreditam que o programa deve ajudar nas contas pessoais. Já entre os brasileiros com mais de 60 anos, esse percentual cai para 42%.
Entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos, 61% afirmam acreditar que serão beneficiados, seja de forma significativa ou moderada, pelo programa.
Balanço
Nesta quinta-feira, 21, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que mais de 449 mil operações foram quitadas à vista no âmbito do Novo Desenrola, com desconto de 85%, na média. As dívidas, que totalizavam R$ 1 bilhão, foram atualizadas para um volume já quitado de R$ 154 milhões.
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Durigan fez nesta quinta-feira um primeiro balanço de dados do novo programa de renegociação de dívidas, recolhidos até 14 de maio. O programa teve início em 5 de maio.
Foram renegociadas 685,5 mil operações, também com desconto médio de 85%. Nesse caso, a dívida anterior, que era de R$ 9 bilhões, foi refinanciada - agora em parcelas com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e juros limitados a 1,99% ao ano - ao montante de R$ 1,3 bilhão.
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