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Fibromialgia em 'Quem Ama Cuida': conheça sintomas, diagnóstico e tratamento

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Otoniel (Tony Ramos) Elisa (Isabela Garcia), Adriana (Letícia Colin) e Mau mau (João Victor Gonçalves) em 'Quem Ama Cuida' - Globo
Otoniel (Tony Ramos) Elisa (Isabela Garcia), Adriana (Letícia Colin) e Mau mau (João Victor Gonçalves) em 'Quem Ama Cuida'
Por Bárbara Ferreira

08/07/2026 | 11h48

São Paulo - A personagem Elisa, interpretada por Isabela Garcia, da novela 'Quem Ama Cuida', vive com fibromialgia. A mãe da protagonista Adriana (Letícia Colin), após anos sentindo dores intensas, finalmente foi diagnosticada com a doença e deve melhorar nos próximos capítulos, após tratamento adequado.

O VIVA conversou com o reumatologista Fábio Jennings, da Sociedade Paulista de Reumatologia, para entender sobre a síndrome crônica. A doença é caracterizada por dor generalizada no corpo todo por mais de três meses, um dos principais sintomas da personagem. 

Embora seja uma doença crônica, a fibromialgia não é considerada inflamatória nem autoimune, segundo o médico. Acredita-se que ela esteja relacionada a alterações no controle central da dor, que levam à amplificação da percepção dolorosa em diferentes regiões do corpo.

O que é fibromialgia?

Elisa foi diagnosticada com a doença crônica fibromialgia em 'Quem Ama Cuida'
Elisa (Isabela Garcia) foi diagnosticada com a doença crônica fibromialgia em 'Quem Ama Cuida' - Globo

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor difusa e prolongada, além de outros sintomas que comprometem o bem-estar físico e emocional do paciente. As alterações reduzem a capacidade funcional da pessoa e podem dificultar tanto as atividades diárias quanto a vida profissional.

Quais são os sintomas da fibromialgia?

Alguns sinais devem servir de alerta para procurar avaliação médica, principalmente quando não podem ser explicados por outras doenças. Os sintomas mais comuns incluem:

  • dor generalizada;
  • fadiga;
  • distúrbios do sono;
  • sono não restaurador;
  • formigamentos (parestesias);
  • diminuição da cognição;
  • déficit de memória.

Na presença desses sintomas, a recomendação é procurar um reumatologista ou um especialista em dor crônica para realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.

Como a fibromialgia afeta a rotina?

Por provocar dor musculoesquelética crônica, a fibromialgia interfere diretamente nas atividades de vida diária, no trabalho e na participação em atividades sociais. De acordo com Jennings, o quadro costuma ser acompanhado por fadiga, distúrbios do sono e sintomas depressivos ou alterações de humor.

A combinação desses fatores compromete ainda mais a qualidade de vida e a capacidade funcional do paciente.

Por que é difícil diagnosticar fibromialgia?

Hoje a fibromialgia é entendida como uma condição relacionada à sensibilização central, mecanismo em que o sistema nervoso passa a amplificar estímulos dolorosos e até sensações que normalmente não causariam dor.

Como não é possível detectar a doença em exames laboratoriais ou de imagem, o diagnóstico final costuma demorar.

Quem tem mais risco de desenvolver fibromialgia?

A fibromialgia afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva e economicamente ativa, entre 30 e 50 anos. O início da síndrome é considerado incomum em crianças e em idosos, segundo o médico.

Quando uma pessoa idosa apresenta dor difusa pela primeira vez, é importante investigar outras possíveis causas, como infecções, neoplasias e doenças metabólicas. 

Como é o tratamento da fibromialgia?

O tratamento da fibromialgia é fundamentalmente não medicamentoso, diz o médico. Os exercícios físicos são considerados a principal estratégia terapêutica, especialmente os aeróbicos, que apresentam bons resultados na redução da dor, fadiga e sintomas depressivos, além de melhorar a capacidade funcional.

Em alguns casos, medicamentos podem ser utilizados para auxiliar no controle da dor, entre eles antidepressivos, anticonvulsivantes, relaxantes musculares e analgésicos comuns, afirma Jennings.

A terapia psicológica, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, também pode ser indicada. Além disso, algumas terapias complementares, como a acupuntura, têm demonstrado alguma efetividade no tratamento.

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