CONFIRA

População com 60 anos ou mais passará de 2,1 bilhões até 2050

Longevidade pressiona sistemas de aposentadoria e saúde, enquanto amplia a importância econômica do público mais velho, afirma Fórum Econômico Mundial

Pedro Marques

Por Pedro Marques

14/10/2026 | 12h23

Adobe Stock

Corrida está fortemente associada ao aumento da longevidade - Adobe Stock
Corrida está fortemente associada ao aumento da longevidade
Ouvir texto 2:27 1x

Até 2050, a população mundial com 60 anos ou mais deve ultrapassar 2,1 bilhões, mais que o dobro de 2020, conforme relatório do Fórum Econômico Mundial, que destaca a necessidade de viver com dignidade e propósito em todas as fases da vida.

O envelhecimento populacional impacta não apenas os mais velhos, mas também os jovens, alterando condições de trabalho, organização familiar e relações comunitárias, com a preparação para vidas mais longas exigindo foco em segurança financeira e saúde.

O relatório sugere uma abordagem integrada que envolva segurança financeira, educação e combate às desigualdades, enfatizando que o planejamento deve incluir não apenas indivíduos, mas também empregadores e instituições públicas diante do aumento da longevidade.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Até 2050, o mundo deverá ter mais de 2,1 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais, mais que o dobro do número registrado em 2020. A projeção é apresentada no relatório The Longevity Economy Playbook: Designing the Future for an Ageing World, publicado nesta terça-feira, 13, pelo Fórum Econômico Mundial.

O documento ressalta que longevidade não significa apenas viver mais: "É viver mais e melhor, com segurança, dignidade e propósito em cada fase da vida", escrevem Haleh Nazeri, líder do departamento de Economia da Longevidade do Fórum Econômico Mundial, e Natalie Pierce, diretora da mesma área. O documento, no entanto, alerta que esses objetivos ainda não estão distribuídos de maneira igualitária.

Publicidade

Outro ponto relevante do relatório é que a transformação afeta diretamente quem já passou dos 50 anos, mas tem impactos significativos entre os mais jovens. Isso porque a longevidade muda as condições de trabalho, a organização das famílias, o planejamento financeiro, a necessidade de cuidar de parentes e a forma como as pessoas se relacionam com suas comunidades.

O estudo foi elaborado pela força-tarefa Longevity Economy Global Shapers, ligada ao Fórum Econômico Mundial e à comunidade Global Shapers. A análise reuniu informações de pesquisas com integrantes de mais de 67 núcleos em 57 países, dois grupos regionais de discussão e um levantamento de 237 projetos comunitários.

A principal conclusão é que o envelhecimento populacional não deve ser tratado apenas como uma questão de aposentadoria. De acordo com o relatório, a preparação para vidas mais longas exige atenção à segurança financeira, à saúde, à formação profissional, ao cuidado entre gerações e à participação social.

Publicidade

Mudanças na saúde e na aposentadoria

O aumento da população idosa já está mexendo com a demanda por serviços de saúde e previdência social, colocando em discussão modelos de aposentadoria e sistemas públicos concebidos para uma realidade demográfica diferente.

A situação é especialmente delicada em economias emergentes, nas quais o envelhecimento populacional avança rapidamente e a infraestrutura de saúde e proteção social pode ser limitada. Segundo o documento, a capacidade de aproveitar os benefícios da longevidade varia conforme a renda, as condições de saúde, o acesso à educação, as oportunidades de trabalho e a disponibilidade de cuidados.

O Fórum Econômico Mundial defende uma abordagem que reúna segurança e educação financeira, envelhecimento saudável, aprendizagem ao longo da vida, trabalho, conexão social e combate às desigualdades relacionadas à idade.

Publicidade

O planejamento não deve se limitar aos indivíduos, já que empregadores, instituições públicas, organizações comunitárias e outros agentes também serão impactados pelo aumento da longevidade, conclui o documento do Fórum Econômico Mundial.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.