SP projeta 150 mil subsídios habitacionais para famílias de baixa renda
Programa atende famílias com renda de até três salários mínimos; governo paulista prevê ampliar os subsídios nos próximos quatro anos
Por Broadcast
07/10/2026 | 11h17Ricardo Stuckert/PR
O Governo de São Paulo planeja conceder 150 mil subsídios habitacionais nos próximos quatro anos, aumentando em 50% o total em relação ao mandato atual, com o intuito de facilitar o acesso da população de baixa renda ao mercado imobiliário.
As Cartas de Crédito Imobiliário, que variam de R$ 10 mil a R$ 16 mil, são destinadas a famílias que ganham até três salários mínimos, e os 100 mil subsídios já distribuídos nos últimos quatro anos representaram um avanço significativo em comparação com os 40 mil a 50 mil concedidos anteriormente desde 2009.
Além dos subsídios, o governo está desenvolvendo um código sanitário e de obras único para simplificar regras e impulsionar a construção, enquanto um projeto integrado entre as secretarias de Habitação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Social visa melhorar a qualidade de vida em comunidades vulneráveis e preservar ecossistemas locais.
São Paulo - O Governo do Estado de São Paulo projeta a concessão de cerca de 150 mil subsídios habitacionais ao longo dos próximos quatro anos, com o objetivo de expandir o acesso da população de baixa renda ao mercado imobiliário formal. Se confirmada, essa meta representará um crescimento de 50% em comparação com o mandato atual, quando totalizaram 100 mil.
"Nossa ideia é colocar algo em torno de 150 mil subsídios nos próximos quatro anos. O governo tem esse desenho de fortalecer ainda mais o CCI [Cartas de Crédito Imobiliário], o que é extremamente importante para um mercado cada vez mais ativo nessa área de baixa renda", afirmou o Secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Cardinale Branco.
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As Cartas de Crédito Imobiliário (CCI) servem como uma ajuda para famílias de baixa renda na aquisição de imóveis. O valor varia de R$ 10 mil a R$ 16 mil e atende famílias que recebem até três salários mínimos por mês.
Branco destacou que os 100 mil subsídios distribuídos nos últimos quatro anos já representaram um avanço relevante ao histórico do programa, criado em 2009, que havia concedido entre 40 mil e 50 mil subsídios em toda a sua trajetória anterior, citou o secretário.
Outra medida estratégica em andamento é a criação de um código sanitário e de obras único no Estado de São Paulo. A padronização busca simplificar regras, que hoje variam em cada município. Um dos efeitos esperados com isso é impulsionar a construção industrializada no âmbito da CDHU e da secretaria, reduzindo custos e elevando a produtividade do setor.
"Nós temos já um modelo fechado ou quase fechado. E achamos que isso realmente nós temos que ter um código único de obra rapidamente", disse. O secretário ressaltou ainda a relevância da parceria contínua com construtoras e entidades setoriais para aperfeiçoar o ambiente de negócios e complementar o financiamento das famílias.
Branco também afirmou que, no plano social e ambiental, o governo estadual está estruturando um projeto integrado entre as secretarias de Habitação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Social para intervir em comunidades vulneráveis.
O projeto prevê ações conjuntas focado nas áreas de palafitas do litoral paulista e regiões de proteção de mananciais. A iniciativa busca aliar a melhoria da qualidade de vida e a promoção social dos moradores à preservação e recuperação ambiental desses ecossistemas.
As declarações ocorreram durante o Incorpora 2026, evento anual organizado pela Abrainc que reúne empresários e autoridades públicas. Na plateia estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, dentro outros.
(Por Circe Bonatelli, Francisco Carlos de Assis e Geovani Bucci)
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