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Varejo avança 6,3% no trimestre, mas crédito limita recuperação

Levantamento da Stone mostra alta nas vendas em sete dos oito segmentos analisados, com destaque para combustíveis e supermercados

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Por Broadcast

13/10/2026 | 08h00

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No acumulado de janeiro a setembro, o comércio registra alta de 4,7% - Envato
No acumulado de janeiro a setembro, o comércio registra alta de 4,7%
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As vendas do varejo brasileiro cresceram 6,3% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando um desempenho positivo, apesar de uma leve queda de 0,3% em setembro em comparação a agosto.

Sete dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento, com destaque para combustíveis e lubrificantes, que subiram 14,1%, enquanto o setor de tecidos, vestuário e calçados teve uma queda de 3,5%.

A recuperação do varejo é desigual, com 25 estados registrando aumento nas vendas, e a expectativa é que uma melhora nas condições financeiras possa acelerar o crescimento, embora os impactos da política monetária sejam gradativos.

Resumo gerado por IA

São Paulo - As vendas do varejo brasileiro cresceram 6,3% no terceiro trimestre de 2026 na comparação com igual período do ano passado, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Ante o segundo trimestre, o avanço foi de 1,6%. No acumulado de janeiro a setembro, o comércio registra alta de 4,7%.

Em setembro, as vendas recuaram 0,3% ante agosto, embora tenham avançado 5,4% frente ao mesmo mês de 2025. Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, os resultados indicam que o varejo segue em trajetória positiva, apesar de uma acomodação na margem no último mês do trimestre.

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"A principal leitura é que a renda continua sustentando o consumo, especialmente nos segmentos mais ligados às necessidades do dia a dia, enquanto as condições de crédito seguem limitando os setores mais dependentes de financiamento”, afirma Freitas.

Segundo o economista, esse cenário ajuda a explicar a recuperação desigual entre os segmentos. Uma eventual melhora das condições financeiras, acrescenta, tende a ser importante para ampliar o ritmo de crescimento.

"Como a transmissão da política monetária ocorre com defasagem, seus impactos mais relevantes sobre o consumo devem aparecer gradualmente", diz.

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Segmentos

No terceiro trimestre, sete dos oito segmentos acompanhados registraram crescimento na comparação anual. O maior avanço veio de combustíveis e lubrificantes, de 14,1%, seguido por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 10,4%. Artigos farmacêuticos cresceram 5,6%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 4,2%.

O único segmento a recuar no período foi o de tecidos, vestuário e calçados, com queda de 3,5% ante o terceiro trimestre de 2025.

Na divisão geográfica, 25 Estados apresentaram crescimento das vendas em setembro ante um ano antes. Roraima liderou, com alta de 19,6%, seguido por Acre, com 13,9%, e Amazonas, com 12,1%. São Paulo registrou avanço de 5,2%. Mato Grosso foi o único Estado com retração, de 1,9%.

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Por regiões, o Norte teve a maior expansão, de 10,2%, seguido por Nordeste, com 6,1%; Sul, com 4,4%; Sudeste, com 3,9%; e Centro-Oeste, com 3,4%.

"Os dados regionais mostram que o crescimento do varejo continua disseminado pelo País, mas em ritmos diferentes", afirma Freitas. Segundo ele, o cenário ainda combina renda sustentando a demanda e condições de crédito que dificultam uma recuperação uniforme entre os setores.

(Por Júlia Pestana)

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