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Motoristas de app enfrentam barreiras de crédito no Move Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil

Perfil considerado mais arriscado pelos financiadores exige maior cobertura do FGC - Rovena Rosa/Agência Brasil
Perfil considerado mais arriscado pelos financiadores exige maior cobertura do FGC
Por Broadcast

08/09/2026 | 14h14

São Paulo - O programa Move Brasil Táxi e Aplicativos tem avançado em ritmo mais lento por causa do rigor das instituições financeiras na análise de risco de crédito dos motoristas, afirmou nesta terça-feira, 8, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, na coletiva de resultados do setor em agosto.

Segundo ele, as condições oferecidas são mais atrativas, mas não eliminam a etapa de avaliação exigida pelas regras do sistema financeiro. Na avaliação de Calvet, o programa atende a um público que precisa do recurso, mas que historicamente enfrenta mais dificuldade de relacionamento e acesso junto aos bancos, o que tende a elevar os obstáculos para a aprovação de financiamentos. "Parte da explicação não é o crédito, é acessar o crédito", disse.

Por essa característica, na análise do presidente, já era esperado que o início do programa tivesse uma curva de adesão mais gradual do que a de outras linhas.

Além do processo de crédito, Calvet afirmou que foi necessário reforçar mecanismos de garantia para viabilizar as operações. Para ele, a utilização do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) precisou ser estendida e os recursos, ampliados, uma vez que o perfil médio dos proponentes é considerado mais arriscado para os financiadores, exigindo maior cobertura para o financiamento.

Produção de veículos cresce 9,4%

No balanço divulgado hoje, a Anfavea informou que a produção de veículos cresceu 9,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025, para 271,2 mil unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Frente a julho, a produção das montadoras aumentou 6,8%, registrando o maior volume para agosto em sete anos.

No acumulado de janeiro a agosto, foram produzidos 1,90 milhão de veículos, alta de 8,5% em relação aos oito primeiros meses do ano passado, quando o volume somou 1,75 milhão de unidades.

As vendas de veículos no País totalizaram 275,1 mil unidades em agosto, queda de 1,6% ante agosto de 2025 e também de 1,6% na comparação com julho. No acumulado do ano, as vendas chegam a 1,98 milhão de unidades, alta de 18,4% ante janeiro a agosto de 2025.

Já as exportações somaram 39,8 mil veículos em agosto, recuo de 31,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na passagem de julho para agosto, porém, os embarques cresceram 2,2%. De janeiro a agosto, as exportações atingiram 294,1 mil unidades, queda de 22,9% frente ao acumulado de 2025.

O balanço da Anfavea mostra ainda que o emprego no setor somou 114.951 pessoas em agosto, aumento de 0,8% em relação a julho e de 4,4% na comparação com agosto de 2025.

(Por Letícia Correia)

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