CONFIRA

Consignado do INSS: 77% das contratações são feitas por mulheres

No 1º semestre de 2026, idade média dos contratantes ficou em 57 anos e que 72% dos tomadores de empréstimos recebem até um salário mínimo

Pedro Marques

Por Pedro Marques

25/09/2026 | 14h14

Marcelo Camargo/Agência Brasil

No 1º semestre de 2026, idade média dos contratantes ficou em 57 anos - Marcelo Camargo/Agência Brasil
No 1º semestre de 2026, idade média dos contratantes ficou em 57 anos
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A volta da margem consignável de 45% para beneficiários do INSS, após o fim da Medida Provisória nº 1.355/2026, trouxe à tona o perfil dos tomadores de crédito, com destaque para mulheres e pensionistas, que dominam as contratações de empréstimos consignados.

Uma pesquisa da fintech meutudo revelou que 57,1% dos contratos analisados foram feitos por pensionistas, enquanto 77% das contratações gerais foram realizadas por mulheres, evidenciando uma concentração do crédito entre pessoas de menor renda, com 72% recebendo até um salário mínimo.

A recente alteração na regulamentação aumentou em 87% as oportunidades de concessão de crédito para beneficiários com margem consignável zerada ou negativa, refletindo um acesso mais amplo ao mercado de crédito para esses tomadores.

Resumo gerado por IA

São Paulo — A retomada da margem consignável de 45% para os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ocorrida após o encerramento da vigência da Medida Provisória nº 1.355/2026, recolocou o perfil dos tomadores de crédito no centro das atenções do mercado financeiro.

Uma pesquisa inédita realizada pela fintech meutudo revela que a contratação de empréstimo consignado no primeiro semestre de 2026 foi predominantemente realizada por mulheres e pensionistas. O estudo teve como base a análise de mais de 130 mil contratos pagos entre janeiro e junho.

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A pensão por morte desponta como a principal modalidade de benefício vinculada às operações, respondendo por 57,1% do total de contratos analisados. Já todas as categorias de aposentadoria somadas totalizam 40% das operações.

O levantamento aponta ainda uma forte presença feminina na busca por crédito: as mulheres representam 77% das contratações gerais, índice que alcança 79% quando observadas especificamente as operações de portabilidade e refinanciamento. A idade média dos contratantes do período ficou em 57 anos.

Concentração nas faixas de menor renda

O levantamento evidencia também uma acentuada concentração do crédito consignado nas faixas de menor renda. De acordo com os dados, 72% dos tomadores recebem até um salário mínimo — estipulado em R$ 1.621 em 2026 —, e 94,5% possuem rendimentos de até dois salários mínimos.

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A busca por crédito entre beneficiários de faixas mais altas é expressivamente menor: apenas oito dos 130 mil contratos avaliados foram firmados por pessoas com renda superior a quatro salários mínimos.

Para Márcio Feitoza, CEO da meutudo, os dados desmontam a percepção tradicional de que o consignado do INSS atende prioritariamente o público aposentado.

"Mais da metade dos contratos da nossa base foi feita por pensionistas e 77% por mulheres. Isso mostra como esse crédito também está presente na vida de pessoas que, muitas vezes, passaram por uma mudança importante na renda familiar e encontram no benefício uma de suas principais fontes de segurança financeira", avalia o executivo.

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A alteração regulatória recente teve reflexo direto sobre o acesso desses tomadores ao mercado de crédito. Na base de clientes da fintech, a volta do limite de margem consignável em 45% gerou um crescimento de 87% nas oportunidades de concessão para beneficiários que apresentavam margem zerada, negativa ou extremamente reduzida, na comparação pontual realizada entre os dias 1º e 2 de setembro.

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