Veja como vai ficar a carteira de ações do índice Ibovespa no início do ano
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Por Beth Moreira, da Broadcast
redacao@viva.com.brSão Paulo, 02/01/2026 - A B3 divulgou há pouco a terceira e última prévia da carteira teórica do Índice Bovespa, válida para o período de janeiro a abril de 2026. As novidades incluem a entrada das ações ordinárias da Copasa, a companhia de saneamento de Minas Gerais, e a saída dos papéis da CVC.
A estatal de saneamento mineira, cujo processo de privatização está em andamento, entra na carteira com peso de 0,348%. A nova carteira passa a valer a partir de 5 de janeiro.
Os cinco ativos que apresentaram maior peso na composição da primeira prévia do índice são: Vale ON (11,381%), Itaú Unibanco PN (8,384%), Petrobras PN (5,799%), Petrobras ON (4,071%) e Bradesco PN (3,968%).
O que é o Ibovespa?
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a maior Bolsa de valores brasileira. Índices são carteiras teóricas de ações, ou seja, cestas que agrupam papéis de diferentes empresas, monitorando o desempenho de cada uma delas.
Assim, a variação do índice reflete a oscilação de preço desse grupo de ações e acaba funcionando como um termômetro de como anda o mercado como um todo, ou um setor específico (caso as ações que compõem essa cesta sejam todas de um único setor, como energia ou agropecuária, por exemplo).
No caso específico do Ibovespa, as ações que compõem a carteira são aquelas consideradas mais relevantes entre as empresas listadas na Bolsa paulista, dentro de critérios elaborados pela própria B3. Criado em 1968, esse índice se consolidou como uma referência do mercado de ações brasileiro. A reunião das empresas que compõem o Ibovespa corresponde a cerca de 80% do número de negócios e do volume financeiro do mercado de capitais brasileiro.
Para entrar na carteira do Ibovespa, as companhias listadas precisam ser negociadas em 95% dos pregões no período de vigência das últimas três carteiras (aproximadamente 1 ano); ter movimentação financeira equivalente a pelo menos 0,1% do volume financeiro do mercado à vista no mesmo período; e estar entre os ativos que representem 85% em ordem decrescente de Índice de Negociabilidade (IN), que mede o volume negociado por um ativo na bolsa. Além disso, os papéis não podem ter valor unitário de negociação inferior a R$ 1.
A carteira do Ibovespa é revista a cada quatro meses. Antes de apresentar a composição da próxima carteira, a B3 divulga três prévias ao mercado. A de hoje foi a terceira e última prévia da composição do próximo Ibovespa, que ficará vigente até abril de 2026, quando então será feita nova revisão.
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