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Favoritas no Carnaval de São Paulo destacam a diversidade e a negritude

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Duas escolas se destacam no Carnaval de São Paulo, que teve como temas a diversidade e a negritude - Envato
Duas escolas se destacam no Carnaval de São Paulo, que teve como temas a diversidade e a negritude
Por Bárbara Ferreira e Marcel Naves

16/02/2026 | 17h34 ● Atualizado | 17h41

São Paulo, 16/02/2026 - A segunda e última noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, que se estendeu pela madrugada de domingo, no Sambódromo do Anhembi, consolidou a Mocidade Alegre e a Gaviões da Fiel como favoritas ao título.  A Mocidade Alegre prestou homenagens à atriz Léa Garcia. Já a Gaviões da Fiel surpreendeu com o enredo "Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã".

As escolas de samba levaram ao sambódromo do Anhembi enredos que dialogam com diversidade, negritude, ancestralidade e resistência. As agremiações apostaram em narrativas que exaltavam a força feminina, os saberes tradicionais, a cultura afro-brasileira e a luta por direitos sociais. Os desfiles aconteceram nos dias 13 e 14 de fevereiro. 

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A Mocidade Unida da Mooca, com “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, serviu uma homenagem ao Instituto da Mulher Negra e à força ancestral feminina. Já a Colorado do Brás, com “A Bruxa está solta!”, ressignificou a figura da bruxa como símbolo de mulheres detentoras de saber e poder.

A relação com a natureza e os povos originários também apareceu no desfile da Dragões da Real, com “Guerreiras Icamiabas”, que aborda a história das mulheres da Amazônia e a preservação do Rio Amazonas. A Acadêmicos do Tatuapé discutiu reforma agrária e a divisão de terras agrícolas em “Plantar para colher e alimentar”, levando o debate social para a avenida.

Atual campeã, a Rosas de Ouro apostou em “Escrito nas Estrelas”, explorando o universo da astrologia e a influência dos astros na humanidade. A tradicional Vai-Vai apresentou “A Saga Vencedora de um povo heróico no apogeu da vedete da Paulicéia”, homenagem aos estúdios de cinema Vera Cruz e à cidade de São Bernardo, resgatando memórias da cultura audiovisual brasileira. A Barroca Zona Sul fechou a noite de sexta-feira levando para a avenida “Oro Mi Maió Oxum”, tributo à orixá das águas doces, do ouro e da fertilidade, reforçando a presença das religiões de matriz africana no Carnaval.

No sábado, a diversidade cultural continuou como eixo central. A Império de Casa Verde exaltou a mulher preta em “Império dos Balangandãs”, contando a história das escravizadas de ganho e seus balangandãs. A Águia de Ouro apresentou “Mokum Amsterdã”, um canto sobre liberdade e tolerância ao conectar a águia à capital holandesa.

A ancestralidade negra também foi destaque na Mocidade Alegre, com “Malunga Léa”, descrita como uma rapsódia de uma deusa negra. Já a Gaviões da Fiel levou à avenida “Vozes Ancestrais”, manifesto em defesa do futuro das próximas gerações e dos povos originários.

São Paulo também teve espaço para homenagens. A Estrela do Terceiro Milênio homenagiou o poeta e compositor Paulo César Pinheiro em “Hoje a poesia vem ao nosso encontro”. A Tom Maior contou a trajetória do médium Chico Xavier em “Chico Xavier”, destacando sua mensagem de amor e caridade. Encerrando a noite, a Camisa Verde e Branco apresentou “Abre Caminhos”, celebrando Exu como guardião das encruzilhadas e da comunicação.

Relembre o enredo de cada escola:


Sexta-feira, 13 de Fevereiro

  • Mocidade Unida da Mooca: Gèlèdés – Agbara Obinrin

Homenagem ao Instituto da Mulher Negra e à força ancestral feminina

  • Colorado do Brás: A Bruxa está solta!

Uma ressignificação da figura das bruxas como mulheres detentoras de saber

  • Dragões da Real: Guerreiras Icamiabas

A história das mulheres da Amazônia e a preservação do Rio Amazonas

  • Acadêmicos do Tatuapé: Plantar para colher e alimentar

Uma discussão sobre agricultura, reforma agrária e a luta pela terra

  • Rosas de Ouro: Escrito nas Estrelas

Campeã de 2025, traz o céu, a astrologia e como os astros guiam a humanidade

  • Vai-Vai: A Saga Vencedora de um povo heroico no apogeu da vedete da Pauliceia

Homenagem aos estúdios de cinema Vera Cruz e à cidade de São Bernardo

  • Barroca Zona Sul: Oro Mi Maió Oxum

Um tributo à orixá das águas doces, do ouro e da fertilidade

Sábado, 14 de Fevereiro

  • Império de Casa Verde: Império dos Balangandãs

Exaltação às joias negras e à resistência das "negras de ganho"

  • Águia de Ouro: Mokum Amsterdã 

O voo da águia até Amsterdã, celebrando a liberdade e a tolerância

  • Mocidade Alegre: Malunga Léa

A "rapsódia de uma deusa negra", focada na ancestralidade e divindade

  • Gaviões da Fiel: Vozes Ancestrais

Manifesto em defesa do futuro das próximas gerações e povos originários

  • Estrela do Terceiro Milênio: Hoje a poesia vem ao nosso encontro

Homenagem à vida e obra do poeta e compositor Paulo César Pinheiro

  • Tom Maior: Chico Xavier

A trajetória do médium em Uberaba e sua mensagem de amor e caridade

  • Camisa Verde e Branco: Abre Caminhos

Celebra a figura de Exu como o guardião das encruzilhadas e da comunicação

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