CONFIRA

Brasil evolui com novo esquema de Ancelotti e vence a Austrália por 4 a 2

Com esquema sem quatro atacantes, o Brasil ganhou mobilidade e reagiu após a virada australiana, com destaque para Bruno Guimarães

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

29/09/2026 | 13h55

Nigel Owen/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo

Bruno Guimarães comemora o seu gol durante amistoso - Nigel Owen/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo
Bruno Guimarães comemora o seu gol durante amistoso
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A seleção brasileira venceu a Austrália por 4 a 2 em amistoso em Brisbane, após uma mudança tática do técnico Carlo Ancelotti que resultou em um desempenho mais dinâmico e eficaz, especialmente em comparação ao empate anterior entre as equipes.

Os gols do Brasil foram marcados por Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vini Jr., enquanto Circati e Metcalfe anotaram para os australianos, destacando a importância do meio-campo na nova formação da equipe.

O Brasil encerrará sua participação na Data Fifa com um amistoso inédito contra a Índia em Calcutá no dia 3 de outubro, onde a expectativa é de que a equipe mantenha a evolução demonstrada, apesar da fragilidade do adversário.

Resumo gerado por IA

São Paulo - A seleção brasileira derrotou a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira, 29, em amistoso na cidade de Brisbane. O técnico Carlo Ancelotti abandonou o esquema com quatro atacante e apostou em um time com o meio-campo mais preenchido. O resultado foi uma equipe de maior movimentação, menos "pregada" em campo e com individualidades potencializadas, em atuação que espantou a péssima impressão deixada no empate por 1 a 1 no primeiro confronto com os australianos, na sexta. Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vini Jr. marcaram para o Brasil, enquanto Circatti e Metcalfe balançaram as redes para os donos da casa.

O Brasil encerra a sua participação na Data Fifa no próximo sábado, dia 3 de outubro, quando faz partida inédita contra a Índia, em Calcutá, às 11h (horário de Brasília). Diante de um adversário muito fraco, provavelmente o confronto não irá dar a dimensão ideal de evolução do time brasileiro.

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Diferentemente do primeiro amistoso com a Austrália, Ancelotti desfez a formação com quatro atacantes e optou por preencher o meio-campo para corrigir o buraco deixado no setor na partida anterior. A nova configuração da seleção brasileira deu resultado logo nos primeiros minutos.

Em jogada que passou pelos pés do trio de meio-campistas (Bruno Guimarães, Danilo e o estreante Gabriel Bontempo), o lateral-direito Vanderson recebeu de Rayan na entrada da área e bateu no ângulo para marcar bonito gol, aos dois do primeiro tempo.

Meio-campo ganha força e Brasil sai na frente

Além de um meio-campo mais bem preenchido, a seleção também demonstrou-se menos engessada. Danilo e Bontempo auxiliaram os atacantes na pressão à defesa adversária, assim como os laterais Vanderson e Mauro Júnior subiram bastante para participar das tramas no setor ofensivo. Raphinha, posicionado de falso 9 - como vem jogando no Barcelona -, apareceu como opção dos lados direto e esquerdo e infiltrando por trás da zaga australiana. Outra boa surpresa foi o zagueiro Jair Cunha, que demonstrou segurança para marcar o veloz Irankunda.

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A Austrália praticamente não conseguiu jogar até os 29 minutos, quando Circati aproveitou desvio para trás de Rayan em cobrança de escanteio para deixar tudo igual - os brasileiros pediram falta no goleiro Otávio, que saiu errado da meta na jogada, mas o VAR validou o lance. A seleção sentiu o gol, se desconectou da partida e começou a errar passes. Em novo erro de Rayan, os australianos recuperaram a bola e Metcalfe, com liberdade, acertou chute de fora da área, aos 33.

Austrália reage, vira e Brasil sente o jogo

O Brasil teve dificuldade para impor seu jogo após a virada australiana. Vini Jr, assim como na sexta-feira, não esteve bem. O atacante errou dribles, cometeu faltas e foi presa fácil à marcação. Em contrapartida, o meio-campo voltou ao funcionar no fim da etapa inicial. Bontempo pressionou e a bola sobrou para Bruno Guimarães acionar Danilo, que sofreu pênalti de Souttar. Raphinha, que vive fase artilheira no Barça, bateu firme no canto esquerdo do goleiro Beach para deixar tudo igual, aos 45.

Raphinha deixou o time no intervalo com um desconforto na coxa direita e deu lugar a Endrick, que logo nos primeiros minutos mostrou vontade com uma arrancada do meio-campo que quase terminou com gol de Danilo. A mexida não mudou a configuração do time brasileiro, que continuou dominante apesar de menos incisivo. A Austrália, por sua vez, adiantou a marcação e conseguiu trocar passes na intermediária. Circatti perdeu gol na pequena área após cobrança de escanteio.

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Quando Ancelotti recorreu ao banco de reservas, novamente o meio-campo demonstrou ser o setor mais importante a ser trabalhado neste início de ciclo. O treinador promoveu a entrada do volante Andrey Santos e adiantou Bruno Guimarães, que finalizou para o fundo das redes na pequena área, aos 23 do segundo tempo, em jogada iniciada com passe em profundidade de Danilo para Vini Jr. A bola ainda passou pelos pés de Endrick até chegar a Bruno Guimarães, capitão do time na segunda etapa.

Vini decide no fim e Ancelotti testa estreias

Vini Jr, que estava sem confiança até participar do lance do gol, chamou a responsabilidade nos minutos finais. O camisa 7 sofreu pênalti de Irankunda e recebeu ordem expressa de Ancelotti para fazer a cobrança apesar de tentar dar a bola para Bruno Guimarães, que perdeu a cobrança contra a Noruega na Copa. O atacante do Real Madrid foi para a marca da cal e bateu no canto direito de Beach, aos 34, fechando o placar.

Ancelotti aproveitou os minutos finais para promover estreias, como as de Martinelli e Breno Bidon, além de oxigenar a equipe com a entradas de outros jogadores que haviam atuado no primeiro confronto com a Austrália.

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FICHA TÉCNICA

AUSTRÁLIA 2 x 4 BRASIL

AUSTRÁLIA - Beach; Circati, Souttar e Herrington; Italiano (Geria), Irvine (Yazbek), Okon-Engstler (O’Neill) e Behich; Metcalfe (McGree) e Irankunda (Younis); Yengi (Velupillay). Técnico: Tony Popovich.

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BRASIL - Otávio; Vanderson (Matheuzinho), Jair Cunha (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Bruno Guimarães (Martinelli), Danilo (Breno Bidon) e Grabirel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Jr. (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti.

ÁRBITRO - Yusuke Araki (JAP).

GOLS - Vanderson, aos 2, Circati, aos 29, Metcalfe, aos 33, e Raphinha, aos 45 minutos do primeiro tempo; Bruno Guimarães, aos 23, e Vini Jr. aos 34 do segundo.

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CARTÕES AMARELOS - Irankunda e Souttar (Austrália); Gabriel Magalhães e Endrick (Brasil).

PÚBLICO - 52.423 presentes.

LOCAL - Brisbane Stadium, em Brisbane (Austrália).

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