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Mais maduro, Raphinha chega à Copa como um dos pilares da Seleção de Ancelotti

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Raphinha é titular da seleção brasileira na Copa do Mundo - CBF
Raphinha é titular da seleção brasileira na Copa do Mundo
Por Robson Morelli

11/06/2026 | 12h59

Nova York – Quatro anos podem representar muito na carreira de um jogador de futebol. Para Raphinha, representaram a diferença entre ser uma promessa talentosa em busca de afirmação e se transformar em uma das principais referências da seleção brasileira, titular absoluto de Carlo Ancelotti. Nesta Copa do Mundo, o atacante do Barcelona desembarcou nos Estados Unidos em um cenário completamente diferente daquele vivido no Catar, em 2022.

O próprio jogador reconhece a mudança. Raphinha admitiu que era mais imaturo dentro e fora de campo na sua primeira participação em um Mundial. Hoje, aos 29 anos, fala com mais segurança, assume responsabilidades e carrega o prestígio de quem conquistou a confiança do treinador.

Ancelotti aposta na versatilidade de Raphinha

Não é por acaso que Ancelotti o considera um dos pilares do setor ofensivo do Brasil, ao lado de Vini Jr. Em um elenco marcado pela disputa intensa por posições, com alguns ilustres desconhecidos, Raphinha faz parte de um grupo de atletas que chegam à Copa com lugar praticamente assegurado entre os titulares. Sua versatilidade ajuda a explicar esse status. Ele atua pela direita, mas pode aparecer na esquerda e centralizado, oferecendo alternativas ao chefe. 

A maturidade também aparece na forma como encara a cobrança. E há muitas cobranças nos últimos 24 anos. O Brasil sempre ficou pelo caminho, desde 2006, quando tinha um timaço, com Adriano, Ronaldinho, Kaká e Ronaldo. Se antes Raphinha sentia o peso da camisa amarela e das expectativas do torcedor, agora ele demonstra naturalidade ao falar sobre pressão "natural".

O atacante revelou que continua sendo seu maior crítico e que se cobra constantemente quando não participa de gols ou não consegue render o esperado. A diferença é que hoje ele parece mais preparado para lidar com essas situações. Esbanja sorriso, faz brincadeiras, mas admite saber o tamanho da responsabilidade dele, dos colegas e da seleção nesta Copa.

Atacante do Barcelona destruía o Real Madrid

Sua evolução acompanha o crescimento vivido no Barcelona. Os gols, as atuações decisivas e a sequência em um dos maiores clubes do mundo fortaleceram sua confiança. E o seu futebol também. Não por acaso, tornou-se um jogador admirado por Ancelotti ainda nos tempos de Espanha, quando costumava causar problemas ao treinador nos confrontos entre Barcelona e Real Madrid, no "El Clásico".

Curiosamente, apesar do sucesso na Europa, Raphinha ainda acredita ser pouco conhecido pelo torcedor brasileiro. O jogador não tem carisma, como, aliás, a maioria dos atletas do grupo. Neymar ainda é o mais carismático. Como nunca atuou profissionalmente no País e iniciou a carreira no Vitória de Guimarães, em Portugal, não construiu a mesma identificação popular que outros jogadores da seleção.

A Copa do Mundo, porém, oferece uma nova oportunidade para ele. Mais experiente, mais influente e mais importante dentro da seleção, Raphinha chega ao torneio não apenas como titular absoluto de Ancelotti, mas como um jogador pronto para assumir protagonismo. E isso o torcedor adora. Se em 2022 ele ainda buscava seu espaço, em 2026 entra em campo com a missão de liderar uma geração que sonha recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.

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