Neymar chega à 4ª Copa na pior condição física e técnica em relação às outras
Robson Morelli / VIVA
Rio der Janeiro - A convocação de Neymar foi definida na última semana antes de Carlo Ancelotti apresentar a sua lista dos 26 jogadores para a Copa. Pesou na decisão do treinador italiano a melhor condição física do jogador do Santos e também a sequência de notícias ruins na reta final da escolha, como a contusão confirmada de Estêvão, do Chelsea.
A ausência de Rodrygo já era sentida há algum tempo. São dois jogadores que, se estivessem inteiros, certamente estariam na relação do treinador.
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Ancelotti também ouviu o apelo de seus atletas de confiança, como Casemiro e Marquinhos. O volante se “comprometeu” a ser para Neymar o que Dunga foi para Romário na Copa de 1994, quando o Brasil ganhou o tetra.
Neymar vai para a sua quarta Copa do Mundo, e na pior condição física e técnica das outras três que disputou: Brasil, Rússia e Catar. Aos 34 anos, ele já não é mais o mesmo das edições passadas, quando tinha o drible e a velocidade a seu favor. Neymar está mais lento e menos decisivo.
A pergunta que se faz agora é como Neymar poderá ajudar a seleção brasileira nos Estados Unidos, Canadá e México. O atacante vai aceitar ficar no banco de reserva sem reclamar ou criar caso? Neymar terá paciência para esperar pelo chamado de Ancelotti para entrar no decorrer dos jogos? Ou ele vai se impor como fez em outras competições da Fifa? Essas respostas vão definir se o treinador acertou ou errou na escolha.
Ancelotti sempre deixou a porta semiaberta para Neymar e nunca disse não para ele, nem mesmo quando tinha informações de que a condição física do jogador era precária.
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O calor dos Estados Unidos de 40 graus no período de competição pode ser um agravante para o atleta, assim como a intensidade do jogo que todos esperam ver no Mundial, como foi a partida entre PSG e Bayern de Munique, pela Liga dos Campeões.
Portanto, de cara, o que se apresenta para o atacante do Santos é uma primeira fase mais tranquila, contra rivais como Marrocos, Haiti e Escócia, e minutos finais nos duelos mais duros, pegados e intensos dos jogos eliminatórios. O que não se espera é um Neymar infantil, arrogante e “presidente” do vestiário.
Ancelotti tem uma cartilha de conduta e Neymar não terá nenhuma regalia fora do que está combinado com ele e com todos os jogadores. Ele terá de se adequar a ela. Sua presença será diferente das outras edições, quando ditou o ritmo de tudo na concentração da delegação brasileira, com privilégios e mordomias, e o time jogava para ele. Os “parças” não estarão juntos dessa vez nem o cabeleireiro.
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Portanto, o Brasil está prestes a conhecer um Neymar que só existiu nos primeiros anos de sua carreira no Santos, lá em 2010, quando ele só queria jogar bola e mostrar o seu talento.
Ancelotti se rendeu ao jogador acreditando que ele possa ser esse atleta menos individual e muito mais de grupo. Para a Fifa, a presença de Neymar ao lado de Cristiano Ronaldo e Messi só torna a competição mais atrativa e glamourosa.
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