Trump confirma que pediu para Fifa anular expulsão de Balogun. Veja nota de Infantino
Daniel Torok/Casa Branca
Nova York - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira que entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, principal artilheiro da seleção americana. Balogun recebeu a punição durante o confronto com a Bósnia e Herzegovina e estava suspenso da partida eliminatória contra a Bélgica pela Copa do Mundo 2026, que acontece nesta segunda-feira, 6, às 21h (horário de Brasília).
Segundo Trump, ele assistiu ao lance da expulsão e concluiu que a jogada não configurava falta. Decidium então, intervir. "Quando descobri o que tinha acontecido, pensei: 'Vocês só podem estar brincando'", disse antes de ligar para o amigo Infantino. A informação inicial é do jornal The New York Times.
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O presidente também revelou que desconhecia o significado de um cartão vermelho antes do episódio, mas decidiu telefonar para Infantino assim que foi informado sobre a suspensão do atacante do time americano. Trump, no entanto, disse que solicitou "apenas uma revisão" da decisão e negou ter orientado o cartola da Fifa sobre qual medida deveria ser tomada.
"Eu não posso dizer a ele o que fazer, e nem acredito que tenha sido ele quem tomou a decisão. Acho que foi um comitê, e eles tomaram a decisão correta (em anular o cartão para a Copa), porque, em primeiro lugar, aquilo não foi uma falta. E o que todos querem ver é uma partida com os melhores jogadores em campo", declarou o presidente dos EUA durante um evento no Salão Oval da Casa Branca.
Acho que teria deixado uma grande mancha. Como você se sentiria se tirássemos o Messi? Ou se tirássemos o Ronaldo, o Harry Kane. Se tivessem tirado o nosso jogador, acho que teria realmente manchado esse incrível campeonato.
Sobre até para a arbitragem brasileira. Donald Trump também criticou o árbitro Raphael Claus, responsável pela expulsão de Balogun. O presidente classificou o juiz de "muito suspeito" por causa de seu histórico na arbitragem do Brasil, mas não explicou a que fatos se referia.
Acho que a decisão do árbitro foi horrível, e ninguém fala sobre isso. Ninguém fala da decisão de dar o cartão vermelho. Eu não sabia o que diabos era um cartão vermelho. Quando descobri, eu disse: 'Vocês estão brincando.' Nossa, isso é muito poder. Isso é terrível. Mas aí eu olhei o passado dele (do Claus), e não era tão bom assim.
Como a Bélgica reagiu
A Fifa decidiu suspender a punição de Balogun após o contato de Trump com Infantino, medida que desencadeou fortes críticas na Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final. O jogador americano vai cumprir a suspensão em um ano, quando a Copa já estiver bem longe do país.
O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, afirmou que, caso um telefonema tenha realmente influenciado a decisão, isso representaria uma violação dos princípios mais básicos do futebol e do esporte. A Federação Belga de Futebol anunciou que recorrerá da decisão, embora não haja garantia de que um novo julgamento ocorra antes da partida, marcada para as 21h (horário de Brasília) desta segunda-feira.
O que disse a Fifa
E nota na rede social, o presidente da Infantino se manifestou sobre a interferência da entidade na anulação de um cartão vermelho para um jogador americano na Copa:
Os órgãos judiciais da Fifa são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado.
Sim, eu discuto regularmente assuntos relacionados à Copa do Mundo com o Presidente dos Estados Unidos e, nesse caso, recebi uma ligação do presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes. Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa e que o caso seria decidido no devido tempo. É assim que o sistema da Fifa funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei.
Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são emitidas. Às vezes, fico surpreso com elas. Às vezes, concordo com elas, e às vezes, discordo.
O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Se gostamos pessoalmente de uma decisão ou não é irrelevante. O respeito pelas instituições independentes e pelo Estado de Direito é o que protege a integridade de nossas competições e a credibilidade da Fifa em todos os momentos.
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