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Afroturismo: entenda a tendência de viagem vem crescendo no Brasil

Foto: Divulgação/Magali Moraes

A expansão reforça a presença desse nicho como uma das principais apostas para a diferenciação do Turismo brasileiro - Foto: Divulgação/Magali Moraes
A expansão reforça a presença desse nicho como uma das principais apostas para a diferenciação do Turismo brasileiro

Por Joyce Canele

redacao@viva.com.br
07/01/2026 | 09h11

São Paulo, 07/01/2026 - Viajar é explorar um destino, mas também fazer um mergulho em culturas e histórias. E quando esse mergulho celebra a ancestralidade e as experiências das populações negras, estamos falando do afroturismo

Além de valorizar o protagonismo negro, essa modalidade de turismo propõe um olhar mais consciente e antirracista sobre os destinos visitados, promovendo o reconhecimento e a celebração da herança africana e afrodescendente.
No Brasil, o crescimento do afroturismo está impulsionando o setor sociocultural. Hoje, esse nicho é uma das principais apostas para a diferenciação do turismo brasileiro no cenário internacional. Em países como a França, Espanha e Itália, as buscas por esse tema aumentaram em 45%.

Segundo a plataforma de reservas de ingressos e passeios Civitatis, o interesse do público por atividades dessa natureza aparece de forma clara nos números mais recentes, registrando um salto de 30% na procura nacional por roteiros ligados à cultura negra entre 2024 e 2025.

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Viagens de base comunitária

O avanço é explicado por uma combinação de fatores. Um exemplo são as viagens de base comunitária, que têm ganhado espaço e ampliado a circulação de renda em regiões tradicionalmente preservadoras da herança africana.

Em Minas Gerais, por exemplo, comunidades quilombolas e espaços de terreiro vêm fortalecendo iniciativas próprias e atraindo visitantes interessados em vivências autênticas, capazes de unir aprendizado, memória e sustentabilidade.

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Turismo urbano

Já no turismo urbano, cidades como Salvador, Rio de Janeiro e São Luís ganham destaque com percursos que incluem locais simbólicos da resistência negra.

Centros culturais, mercados tradicionais e bairros históricos entram no roteiro de quem busca compreender as camadas sociais e políticas que moldaram a formação do país.

Respaldando essa tendência, a Embratur disponibilizou o Guia Prático sobre Igualdade Racial no Turismo, elaborado em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).

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O documento traz recomendações para valorizar a cultura afro-brasileira, estimular práticas antirracistas e fortalecer o afroturismo como um segmento estratégico para o país. Com isso, espera ajudar na redução das desigualdades sociais e na promoção da igualdade de gênero.

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Gastronomia da herança africana

A gastronomia também se integra a esse movimento. Oficinas culinárias, roteiros temáticos e degustações inspiradas nas matrizes africanas se multiplicam no Nordeste e no Sudeste, principalmente em estados como Bahia e Maranhão.

Além de revelar práticas ancestrais, esses caminhos ajudam a reforçar o papel da cultura alimentar como uma expressão de identidade e de fortalecimento comunitário.

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Esse bom momento do afroturismo é uma chance que não deve ser desperdiçada, pelos muitos benefícios que proporciona. Atividades conectadas à memória brasileira carregam forte apelo econômico e social, sobretudo quando construídas de maneira inclusiva e sustentável. Isso sem falar na oportunidade de resgatar a autoestima da população negra, interrompendo um apagamento histórico e fortalecendo sua identidade cultural. 

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