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Apicultor 50+ transformou 1.200 colmeias em modelo de negócio sustentável

Divulgação/Estação do Mel

Dia do Mel reforça a necessidade de profissionalizar a cadeia produtiva - Divulgação/Estação do Mel
Dia do Mel reforça a necessidade de profissionalizar a cadeia produtiva
Por Alexandre Barreto

17/03/2026 | 17h12

São Paulo - Proprietário da Estação do Mel, em Pindamonhangaba, Celso Ribeiro Cavalcanti, de 56 anos, representa a união entre conhecimento técnico e uso de tecnologia no setor de apicultura, celebrado nesta terça-feira, 17, no Dia do Mel.

Para produtores como Celso, a data reforça a necessidade de profissionalizar a cadeia produtiva, garantindo que o mel brasileiro mantenha o reconhecimento pela pureza e pelas propriedades medicinais.

Leia também: Descubra o alimento que nunca vence e ainda faz bem à saúde

De acordo com a Secretaria de Agricultura de São Paulo, a apicultura paulista registrou crescimento de 22% em 2024, alcançando 6.772 toneladas de mel.

“A data não é apenas uma homenagem ao produto, mas um momento de conscientização sobre o papel vital das abelhas na segurança alimentar e na manutenção dos ecossistemas”, informou a pasta.

A história de Celso

O interesse pelas abelhas começou cedo. Aos 10 anos, Celso manejou uma pequena colmeia sem ferrão no quintal de casa, experiência que despertou a possibilidade de seguir na área. Anos depois, ele se formou como técnico em agropecuária pelo Colégio Agrícola de Jacareí e, depois, graduou-se em Biologia e Farmácia.

Celso Ribeiro acumula mais de 40 anos de experiência no setor
Celso Ribeiro acumula mais de 40 anos de experiência no setor - Divulgação/Estação do Mel

Hoje, ele acumula mais de 40 anos de experiência e é professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Sua atuação na área tem contribuído significativamente para o desenvolvimento do setor de abelhas e mel no Vale do Paraíba e no País.

Durante 14 anos, atuou na Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), onde foi responsável pelo plantel de seleção genética de abelhas rainhas, conciliando pesquisa científica com a prática no campo.

"Eu tive um diferencial importante: trabalhei na prática como produtor e, simultaneamente, dentro do maior centro de pesquisa de abelhas africanizadas do mundo", disse Celso.

Enquanto contribuía com pesquisas no Estado, também estruturava seus próprios apiários, chegando a manejar 1.200 colmeias com o uso de tecnologia avançada.

A Estação do Mel

Localizada próxima ao eixo turístico de Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão, a Estação do Mel se consolidou como modelo de verticalização no setor.

Estação do Mel investe em turismo de experiência
Estação do Mel investe em turismo de experiência - Arquivo pessoal

Além da produção de mel, pólen e própolis, a empresa investe em turismo de experiência. Os visitantes podem vivenciar a rotina da apicultura, participando de atividades como cafés da manhã temáticos e dias de campo.

Com base em sua formação farmacêutica, Celso desenvolveu linhas exclusivas, como vinho, cachaça e vinagre de mel, além de cosméticos, incluindo shampoos, cremes e sabonetes produzidos com derivados da colmeia.

Outro destaque é a apiterapia, que reúne práticas de saúde com uso de produtos apícolas, como ingestão de própolis, inalação do ar da colmeia e massagens com mel.

Com planos de expansão, o empresário projeta novos avanços no setor. "O futuro é transformar isso em uma grande empresa em nível mundial", afirma.

Preservação ambiental

Segundo a Secretaria de Agricultura, o Estado de São Paulo possui cerca de 240 mil colmeias de abelhas africanizadas e mais de 30 mil de abelhas nativas.

Com base em sua formação farmacêutica, Celso desenvolveu linhas exclusivas de mel
Com base em sua formação farmacêutica, Celso desenvolveu linhas exclusivas de mel - Divulgação/Estação do Mel

Dados do Instituto de Economia Agrícola e da Defesa Agropecuária indicam a existência de mais de 235 mil colmeias de abelhas africanizadas (com ferrão), distribuídas em 1.926 apiários, com produção anual de 5,15 mil toneladas.

Já as abelhas nativas (sem ferrão) somam mais de 30 mil colmeias, distribuídas em mais de 3 mil meliponários.

Carolina Matos, especialista ambiental da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), ligada à Secretaria de Agricultura, destaca que a apicultura gera emprego no campo e contribui para a preservação ambiental por meio da polinização.

“São Paulo vem mostrando que é possível crescer com responsabilidade ambiental. O avanço da apicultura e da meliponicultura no Estado gera emprego no campo, fortalece a economia local e, ao mesmo tempo, contribui diretamente para a conservação ambiental, por meio da polinização e da preservação da biodiversidade”, afirma.

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