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Brasil tem recorde histórico de violência contra a mulher no 1º trimestre

Paulo Pinto/Agência Brasil

Brasil registra a morte de uma mulher a cada 5 horas e meia, segundo o Ministério da Justiça - Paulo Pinto/Agência Brasil
Brasil registra a morte de uma mulher a cada 5 horas e meia, segundo o Ministério da Justiça
Por Marcel Naves

05/05/2026 | 18h14

São Paulo - O Brasil iniciou o ano de 2026 sob uma sombra alarmante, no que diz respeito à segurança das mulheres. Com uma morte a cada 5 horas e meia, País atinge recorde histórico de violência de gênero nos primeiros três meses de 2026. São Paulo lidera a alta com salto de 41% nos casos.

Os dados consolidados pelo Ministério da Justiça e por secretarias estaduais, foram divulgados nesta terça-feira (5) e  revelam que o primeiro trimestre deste ano foi o mais violento para a população feminina desde 2015.

Leia também: Feminicídios sobem 41% no Estado de SP no primeiro trimestre de 2026

Entre janeiro e março, País contabilizou 399 vítimas, o que representa um aumento de 7,55% em relação ao mesmo período do ano anterior. A estatística traduz uma realidade brutal: a cada 5 horas e 25 minutos, uma mulher é assassinada no Brasil pelo fato de ser mulher.

Gráfico em colunas nas cortes laranja e vermelho aponta o crescimento do feminicídio

São Paulo concentra a crise

Com 86 mortes registradas no trimestre, o estado  de São Paulo viu os casos saltarem 41% em comparação a 2025. Apenas no mês de março, 30 mulheres perderam a vida em contextos de violência doméstica ou menosprezo à condição de gênero em território paulista.

Especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o aumento pode estar atrelado a uma combinação de fatores tais como a redução de verbas para políticas de prevenção em nível municipal e a interiorização da violência, onde a rede de proteção como delegacias especializadas e casas de acolhimento é mais frágil.

Leia também: Lei que cria programa para reduzir casos de feminicídio entra em vigor

Fonte:Ministério da Justiça

Recortes de Raça

As mulheres negras continuam sendo o alvo principal, representando mais de 62% das vítimas fatais. Além disso, o crime tem se mostrado mais letal em municípios com menos de 100 mil habitantes, onde o isolamento da vítima e a dificuldade de acesso a medidas protetivas facilitam a ação dos agressores.

Ações do governo 

O governo federal sinalizou que deve anunciar, na próxima semana, um novo pacote de investimentos para a expansão das Patrulhas Maria da Penha e o fortalecimento do Ligue 180, visando frear a escalada de violência prevista para o restante do ano.

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