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Golpes em reservas de hospedagem: saiba como evitar fraudes

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Para evitar cair em golpes, pesquise a reputação do estabelecimento - Adobe Stock
Para evitar cair em golpes, pesquise a reputação do estabelecimento
Por Alessandra Taraborelli

14/07/2026 | 16h45 ● Atualizado | 17h26

São Paulo - Viajar é algo maravilhoso, e muitas pessoas passam o ano inteiro planejando as próximas férias ou o próximo feriado prolongado. Embora seja um momento de lazer e descanso, o período de pré-férias pode ser estressante, já que as várias etapas que antecedem a viagem exigem atenção. Uma delas é a escolha da hospedagem, cujas reservas são, geralmente, feitas pela internet.

Infelizmente, muitos viajantes são atraídos por ofertas tentadoras que, na verdade, não passam de armadilhas. Com o aumento das reservas online, especialmente em períodos de alta temporada, cresce também o número de golpes envolvendo hotéis, pousadas e imóveis de aluguel por temporada.

Anúncios falsos, perfis clonados nas redes sociais e cobranças realizadas fora das plataformas oficiais estão entre as práticas mais comuns utilizadas por criminosos para enganar os consumidores.

De acordo com a coordenadora do curso de Direito da faculdade Anhanguera de Linhares, Giuliana Pessotti, a prevenção contra fraudes deve começar antes mesmo da confirmação da reserva. Para a especialista, um dos principais sinais de alerta são ofertas com valores muito abaixo da média praticada pelo mercado, principalmente quando acompanhadas da exigência de pagamento imediato.

É importante desconfiar de promoções excessivamente vantajosas, sobretudo quando o anunciante exige que o pagamento seja feito rapidamente por PIX ou transferência bancária para contas de pessoas físicas. O consumidor deve verificar rigorosamente a autenticidade da oferta antes de concluir qualquer transação."

Outro ponto de atenção fundamental para evitar cair em golpes é pesquisar a fundo a reputação do estabelecimento, confirmando se o anúncio foi publicado em um canal oficial e há quanto tempo o perfil ou site está ativo.

Para evitar dores de cabeça, adote as seguintes práticas:

  • Entre em contato diretamente com o hotel ou pousada pelos telefones disponíveis no site oficial da empresa;
  • Verifique avaliações recentes de outros hóspedes em plataformas confiáveis;
  • Confira, por meio de mapas satélites, se o endereço informado realmente existe.

A especialista recomenda atenção redobrada nos casos de aluguel por temporada, especialmente se o proprietário solicitar que toda a negociação seja transferida para aplicativos de mensagens (como o WhatsApp) ou exigir que o pagamento seja realizado fora da plataforma onde o anúncio original foi publicado (como Airbnb ou Booking).

"Quando a reserva é intermediada por uma plataforma, o mais seguro é manter tanto a comunicação quanto o pagamento dentro do próprio ambiente do site. Isso oferece mecanismos de segurança robustos e facilita a comprovação da contratação caso ocorra algum problema", explica Giuliana.

Outro cuidado indispensável é guardar toda a documentação relacionada à reserva. Históricos de conversas, e-mails, prints de anúncios, comprovantes de pagamento e recibos podem ser fundamentais caso seja necessário buscar a reparação de prejuízos na Justiça.

O que fazer se cair no golpe?

Se, mesmo com todos os cuidados, o consumidor perceber que foi vítima de uma fraude, a especialista orienta agir com extrema rapidez:

  • Comunique imediatamente a instituição financeira responsável pela transação (banco) para verificar a possibilidade de bloqueio ou rastreamento do valor enviado;
  • Registre um Boletim de Ocorrência (B.O.) detalhado;
  • Informe a plataforma utilizada na negociação (caso tenha usado algum intermediador).

Do ponto de vista jurídico, Giuliana destaca que cada situação deve ser analisada individualmente. Dependendo de como a contratação ocorreu e do nível de participação da plataforma na intermediação do serviço, a empresa parceira pode ser responsabilizada pelo dano sofrido pelo consumidor.

"O Código de Defesa do Consumidor (CDC) oferece excelentes instrumentos de proteção quando há falha na prestação do serviço ou descumprimento da oferta. Por isso, reunir todas as provas da negociação é essencial para que o consumidor possa buscar seus direitos pelos canais administrativos, como o Procon, ou judiciais", afirma.

Para a professora, embora a tecnologia tenha facilitado o planejamento das viagens, ela também exige mais cautela dos usuários.

"Alguns minutos dedicados à conferência das informações, da identidade do anunciante e das condições da reserva podem evitar grandes prejuízos financeiros e garantir a tranquilidade de toda a família durante as férias", conclui Giuliana Pessotti.

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