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'Minha primeira Copa': hospital do RJ carimba pés de bebês de verde e amarelo

Rodrigo Gorosito

Mavie nasceu saudável, com 3,84 kg e 49 cm e recebeu a pintura comemorativa. Sua mãe, Thayane Galdino, de 26 anos, era o retrato da alegria, com a sua quarta filha no colo - Rodrigo Gorosito
Mavie nasceu saudável, com 3,84 kg e 49 cm e recebeu a pintura comemorativa. Sua mãe, Thayane Galdino, de 26 anos, era o retrato da alegria, com a sua quarta filha no colo
Por Emanuele Almeida

29/06/2026 | 13h02

São Paulo - A febre do Mundial de futebol ultrapassou as quatro linhas e chegou aos corredores das unidades de saúde do Rio de Janeiro. Com o objetivo de tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) promoveu uma série de iniciativas temáticas que unem a paixão pelo esporte ao cuidado humanizado com pacientes e recém-nascidos.

No Hospital Estadual da Mãe, localizado em Mesquita, na Baixada Fluminense, o clima de celebração começou logo no nascimento. Os bebês que chegam durante o período do torneio recebem touquinhas personalizadas com a bandeira do Brasil. Além do acessório, as famílias levam para casa o certificado "Minha Primeira Copa", que registra o carimbo dos pezinhos do recém-nascido em verde e amarelo.

profissionais do hospital posam com carimbo da placenta colorida nas cores do Brasil
Funcionárias do ospital Estadual da Mãe posam com carimbo de placenta colorido com as cores do Brasil. Foto:Rodrigo Gorosito

Outra ação de destaque na unidade é a confecção da "Árvore da Vida". Trata-se de uma impressão artística da placenta, decorada com as cores da Seleção, contendo informações fundamentais como peso, altura e horário do nascimento. Para mães como Thayane Galdino, que deu à luz à pequena Mavie, a experiência transformou o parto em um momento festivo e repleto de suporte.

Outras ações

Em Nova Iguaçu, o Hospital Estadual Ricardo Cruz apostou no lúdico para aliviar a tensão da internação. O projeto "Plantão da Alegria, arte todo dia" colocou os fantoches Ricardinho e Mika em campo, devidamente uniformizados com a camisa do Brasil.

As apresentações, que percorrem as enfermarias, incluem perguntas interativas sobre os jogos e os artilheiros da Seleção, proporcionando distração e sorrisos tanto para crianças quanto para adultos. Para Tainá Teixeira, mãe da pequena Helena, de dois anos, o teatro foi um divisor de águas na recuperação da filha, ajudando a distrair a criança que estava debilitada e restrita ao leito.

Embora tragam diversão, essas atividades possuem um embasamento técnico e função terapêutica essencial. Segundo Gleice Melo Moura, da Assessoria de Humanização da SES-RJ, essas intervenções são cruciais para:

  • Reduzir o estresse causado pelo isolamento e pela rotina hospitalar;
  • Fortalecer os vínculos entre as equipes médicas, pacientes e seus familiares;
  • Contribuir para o bem-estar emocional, o que acelera o processo de recuperação física dos internados. 

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