Pais de pets: natalidade de bebês continua baixa, mas adoção animal aumenta
Foto: Envato Elements
Por Joyce Canele
redacao@viva.com.brSão Paulo, 19/01/2026 - Se o número de filhos nas famílias brasileiras diminui, o de pets aumenta. O Brasil registrou uma queda de 5,8% em nascimentos de crianças no ano de 2024, segundo dados divulgados pelo IBGE recentemente. É o sexto ano consecutivo de queda no número de registros de nascimentos no País. Enquanto isso, o movimento é o oposto no universo dos animais de estimação. A população de pets cresce, e o mercado voltado a eles se expande em ritmo acelerado.
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Segundo projeção da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), o mercado pet brasileiro registrou expansão em 2025 de 10% em relação a 2024 em todo o País, faturando em média R$ 86 bilhões.
A média geral de crescimento acumulado da população de animais de estimação no Brasil é de 3,6%, segundo informações do Instituto PET Brasil/Abipet de 2024.
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A evolução do setor ocorre em um momento em que o Brasil registra mais de 170 milhões de animais domésticos e se configura como um dos principais mercados pet do mundo, ficando atrás apenas dos EUA e da China.
São cerca de 66,3 milhões de cães e 32,3 milhões de gatos e a presença de animais em mais da metade dos lares favorece a movimentação contínua do setor, com dados da ABRAS.
Durante a pandemia, a convivência prolongada em casa fortaleceu o vínculo entre tutores e seus pets, elevando a atenção com saúde, bem-estar e alimentação.
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Conforme dados da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet), o pet food lidera o faturamento do setor, representando 52,9% da receita do mercado em 2025, com mais de R$ 40 bilhões.
Venda de animais entra em seguida com R$ 8,5 bilhões, produtos veterinários com R$ 8,2 bilhões e, por fim, serviços veterinários com R$ 8,1 bilhões.
No ambiente digital os números são inferiores, com 37% de faturamento nos pets shops virtuais, cerca de R$ 2,29 bilhões.
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