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AtlasIntel: imagem negativa de Lula sobe 3 pontos e vai a 54%

Ricardo Stuckert/PR

Imagem positiva de Lula caiu de 48% para 46% - Ricardo Stuckert/PR
Imagem positiva de Lula caiu de 48% para 46%
Por Broadcast

03/07/2026 | 08h24

São Paulo - A imagem negativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição, aumentou de 51%, em maio, para 54% em pesquisa AltasIntel divulgada nesta sexta-feira, 3. Já a imagem positiva de Lula caiu de 48% para 46%.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oscilou 1 ponto porcentual para cima na imagem negativa desde o levantamento anterior, de 59% para 60%. Sua imagem positiva se manteve em 38%.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), lidera a lista de imagem negativa, com 90%, uma alta de 7 pontos porcentuais ante o levantamento de maio. Sua imagem positiva é de 3%.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato a presidente, ocupam o segundo lugar de imagem negativa, ambos com 88%. Motta e Aécio também compartilham a mesma porcentagem de imagem positiva: 3%.

Outros nomes com imagem negativa acima de 50% no ranking são o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com 62%, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), com 59%, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com 59%, e o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo), com 59%.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 48% de imagem negativa e 44% de positiva. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato a presidente, tem 54% de imagem negativa. Renan Santos (Missão) tem 54% de imagem negativa também.

Avaliação das medidas do governo

A gratuidade para todos os medicamentos e itens da Farmácia Popular lidera a lista de decisões do governo consideradas acertos pelos entrevistados, com 84%. Depois, 80% dizem que foi acertada a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham abaixo de R$ 5 mil. Em terceiro, vem a revogação da "taxa das blusinhas", considerada um acerto por 65%.

Já a retirada de empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização lidera a lista de "erros" do governo, com 48%. Com 46%, está a adoção do arcabouço fiscal.

Entre os principais problemas, criminalidade e tráfico de drogas continuam na liderança para 66,8% - ante 62,9% em maio. Em segundo, vem corrupção, com 57,9% (eram 55,1%). Em terceiro, está economia e inflação, com 22,5%, ante 23,3% do último levantamento.

Índice de risco político

O Índice de Risco Político do Brasil caiu de 42% para 35%. Segundo a AtlasIntel, o indicador captura vulnerabilidades estruturais que podem comprometer a governabilidade e enfraquecer as instituições.

Para 52%, a situação econômica do Brasil é ruim, enquanto 36% consideram boa e 13%, normal. Para um horizonte de seis meses, 48% dizem que situação vai melhorar, enquanto 39% dizem que vai piorar e 13%, que vai ficar igual.

Responderam à pesquisa 4.999 pessoas da população adulta brasileira, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04582/2026. 

(Por Daniel Galvão)

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