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Mortes na França aumentam saltam 29% durante semana de calor recorde

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Cerca de 9 mil mortes foram registradas entre 22 e 28 de junho - Adobe Stock
Cerca de 9 mil mortes foram registradas entre 22 e 28 de junho
Por Broadcast

03/07/2026 | 09h48

Paris - A autoridade de saúde pública da França informou nesta sexta-feira que as mortes aumentaram 29% durante a semana mais quente da onda de calor recorde registrada no mês passado. 

Segundo a agência, foram ao menos 2.000 óbitos a mais do que na semana anterior, quando os termômetros já subiam e os prontos-socorros recebiam vítimas do calor.

Os novos números, ainda incompletos, da Santé publique France dobraram a primeira estimativa preliminar de pelo menos 1.000 mortes adicionais divulgada no domingo. A estimativa anterior considerava apenas três dos dias mais quentes do período de calor extremo e letal.

Necrotérios lotados

Em Paris, diretores de funerárias afirmaram ter dificuldade para encontrar locais de armazenamento de corpos antes do sepultamento ou da cremação. Alguns necrotérios disseram estar lotados e tiveram de recusar corpos.

O balanço atualizado da Santé publique France abrange a semana de 22 a 28 de junho, quando a França registrou os dias mais quentes de sua história e teve recordes de temperaturas máximas diurnas e noturnas quebrados em diversas cidades e vilarejos. O calor também bateu recordes em outras partes da Europa.

A agência informou ter contabilizado, até agora, 8.973 mortes nessa semana, ressaltando que o total ainda é parcial. Segundo o órgão, o número preliminar é 29% maior do que as 6.948 mortes registradas na semana anterior, de 15 a 21 de junho, quando a onda de calor começou.

Qual foi a região mais afetada?

A diferença entre os dois períodos - 2.025 mortes até o momento - é considerada um aumento de uma semana para a outra, por todas as causas e em todas as faixas etárias, afirmou a agência.

A região de Paris parece ter sido a mais afetada, com aumento de quase 63% nas mortes de uma semana para a outra, informou o órgão.

A agência de saúde alertou que seus números subestimam o total real de mortes por se basearem em dados incompletos. "A mortalidade, consequentemente, será maior do que esses primeiros números", afirmou.

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