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Avião cai sobre restaurante no RS e mata quatro; helicóptero cai no mar do RJ

Yohann Valim/Arquivo pessoal

Os acidentes envolveram um monomotor no Rio Grande do Sul, resultando em mortes - Yohann Valim/Arquivo pessoal
Os acidentes envolveram um monomotor no Rio Grande do Sul, resultando em mortes
Por Estadão Conteúdo

03/04/2026 | 15h34

São Paulo - Nesta sexta-feira, 3, o Brasil registrou duas quedas de aeronaves que mobilizaram equipes de resgate e investigações federais. Os acidentes envolveram um monomotor no Rio Grande do Sul, resultando em mortes, e um helicóptero no litoral fluminense, onde os passageiros sobreviveram.

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Capão da Canoa (RS)

Na manhã de sexta-feira, um avião de pequeno porte caiu sobre um restaurante fechado no bairro Parque Antártica, no município de Capão da Canoa. O acidente não deixou sobreviventes: as quatro pessoas que estavam a bordo morreram, sendo o piloto, um casal de passageiros e uma quarta vítima que ainda não havia sido identificada.

O monomotor havia decolado de Capão da Canoa com destino a São Paulo, mas foi avistado voando em baixa altitude até começar a despencar. O modelo era um Piper JetPROP DLX, com prefixo PS-RBK e capacidade para seis pessoas, fabricado em 1999. De propriedade da empresa Jetspeed Holding Ltda, a situação de segurança do avião (aeronavegabilidade) estava regular nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O local do acidente foi isolado por equipes da Brigada Militar, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Prefeitura e CEEE Equatorial.

Barra da Tijuca (RJ)

No Rio de Janeiro, o cenário foi de susto, mas sem vítimas fatais. Por volta das 11h20, um helicóptero caiu no mar da Praia da Barra da Tijuca, na altura do Posto Quatro. A aeronave virou e afundou logo em seguida, mantendo apenas o esqui para fora da água.

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Os três ocupantes — o piloto e dois passageiros — foram resgatados rapidamente por guarda-vidas e com a ajuda de uma moto aquática que passava pela região, sendo todos avaliados como vítimas leves e levados à areia em segurança.

O helicóptero (modelo Robinson R-44, prefixo PR-DEM) pertencia à empresa Be Faster Servicos Aéreos Ltda, operando sob o nome comercial "Rio 2 Fly Taxi Aéreo". No entanto, um detalhe grave foi constatado durante a averiguação inicial: segundo o sistema da Anac, a aeronave não tinha autorização para atuar como táxi aéreo e, portanto, não poderia estar realizando transporte de passageiros.

A Força Aérea Brasileira (FAB) está responsável por investigar os danos e as causas do acidente. Até o momento da apuração, a empresa responsável não havia se manifestado sobre as irregularidade.

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