Fazenda mantém projeção do PIB de 2026 em 2,3% e eleva inflação a 4,5%
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Brasília - O Ministério da Fazenda manteve a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 em 2,3%. A estimativa para 2027 permaneceu em 2,6%. As informações constam do Boletim Macrofiscal, publicado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta segunda-feira, 18.
A projeção para o PIB agropecuário permaneceu em 1,2% e para a indústria, em 2,2%. Para os serviços, a projeção também se manteve em 2,4% no fechamento do ano. No ano passado, o crescimento do País foi de 2,3%.
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Com relação à inflação, o Ministério da Fazenda aumentou a sua projeção para o IPCA de 2026, de 3,7% para 4,5% - no teto da meta, de 4,5%. Para 2027, a projeção subiu de 3,0% para 3,5%, maior do que o centro do alvo, de 3,0%.
A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados, segundo a SPE, além da bandeira tarifária amarela para a energia elétrica em dezembro. A Fazenda estima que, diferentemente de 2025, em 2026 os preços de alimentos devem deixar de contribuir para a queda da inflação, refletindo fatores estruturais, especialmente ligados aos preços das carnes, leite e derivados, e produtos semielaborados.
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A maior probabilidade de ocorrência de El Niño na segunda metade do ano, e o prolongamento do choque nos preços de fertilizantes, podem impactar em maior medida a safra de 2027 e pressionar a inflação de alimentos, com alguma antecipação ainda para este ano, na avaliação da SPE.
(Por Mateus Maia e Flávia Said)
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