Brasil cria 2,199 milhões de empregos formais no 1º semestre de 2026
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Brasília - O estoque de vínculos formais de trabalho no Brasil alcançou 62,891 milhões em junho de 2026, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) Mensalizada divulgados nesta quinta-feira, 13, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa aumento de 2,199 milhões de vínculos em relação a 31 de dezembro de 2025, crescimento de 3,6%.
Do total de vínculos formais, 48,150 milhões eram celetistas e 14,312 milhões correspondiam a agentes públicos, incluindo servidores estatutários, contratados por tempo determinado e ocupantes de cargos em comissão.
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Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ministério do Trabalho decidiu divulgar os dados da RAIS com a comparação entre janeiro de 2023 e junho de 2026, período do mandato presidencial até aqui. Nessa comparação, os vínculos cresceram em 10,1 milhões de vagas formais, saindo de 52,791 milhões há três anos e meio para os 62,891 milhões em junho deste ano.
Segundo o levantamento, dos 5,058 milhões de novos vínculos públicos registrados entre janeiro de 2023 e junho de 2026, 3,99 milhões referem-se a contratações por tempo determinado. Entre os trabalhadores celetistas, o principal crescimento foi nos serviços, saindo de 29,8 milhões para 38,3 milhões.
Centro-Oeste e Nordeste
Regionalmente, os maiores crescimentos proporcionais foram registrados no Centro-Oeste, com alta de 28,6%, e no Nordeste, com 27,6%. Em números absolutos, os destaques foram o Sudeste, com aumento de 3,8 milhões de vínculos, e o Nordeste, com acréscimo de 2,7 milhões de postos.
O levantamento também mostrou avanço mais intenso da participação feminina no mercado formal. O número de vínculos ocupados por mulheres alcançou 29,2 milhões em junho, alta de 5,8 milhões em relação ao começo do mandato. Entre os homens, o crescimento foi de 4,3 milhões na mesma base de comparação. Com isso, a participação feminina no emprego formal passou de 44,2% para 46,4%.
Crescimento por faixa etária
Por faixa etária, o maior aumento de participação no mercado de trabalho ocorreu entre jovens de 18 a 24 anos, saindo de 12,69% do estoque de vagas em dezembro de 2025 para 13,8% do total em junho de 2026. Na direção oposta, a fatia de trabalhadores com 65 anos ou mais recuou de 2,8% para 2,6% do estoque na mesma base de comparação.
De acordo com os dados da RAIS Mensalizada, 70% dos vínculos formais atuam em uma escala entre 41h e 44h semanais.
Apesar do aumento no número de vínculos, a massa salarial caiu 3,3% na comparação de 31 de dezembro de 2025 com junho de 2026, partindo de R$ 249,1 bilhões para R$ 240,8 bilhões. Na mesma base, a remuneração média caiu 2,9%, saindo de R$ 4.522,29 para R$ 4.389,49.
Lula comemora resultado
Durante a apresentação dos dados, no Ministério do Trabalho e Emprego, Lula afirmou que "não houve no nosso mandato nenhum ano em que o desemprego foi maior que a geração de emprego". Ele atribuiu o resultado à sua política econômica, que costuma sintetizar na frase: "Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza e pouco dinheiro na mão de muitos é distribuição de riqueza".
"Se somar os 22 milhões (de novos postos de trabalho) somados no mandato anterior com o mandato de agora, vamos para 32 milhões (de novos postos de trabalho). Isso é um grande significado. Não houve no nosso mandato nenhum ano em que o desemprego foi maior que a geração de emprego. Isso porque tem um milagre. Uma parte do dinheiro está circulando na sociedade", declarou o presidente.
Lula disse ainda que o Brasil tem "uma sociedade até um pouco endividada, por isso fizemos o Desenrola 1 e o Desenrola 2". Explicou: "Não sou contra a pessoa estar endividada. Sou contra a pessoa estar endividada com uma dívida que não tem objetivo de melhoria na qualidade de vida ou para crescer o patrimônio".
O presidente disse que é preciso "educar as pessoas para gastar somente aquilo que é possível pagar e que está dentro da possibilidade". Ele voltou a criticar os gastos em jogos e apostas, algo que tem sido recorrente neste terceiro mandato.
(Por Mateus Maia, Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi)
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