Flávio Bolsonaro pede 'voto de confiança' contra o STF
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) votou logo cedo no Rio, sob tumulto de apoiadores
Por Broadcast
04/10/2026 | 11h15Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, recebeu apoio de simpatizantes ao votar no Rio, onde pediu um 'voto de confiança' para evitar a reeleição de Lula e a nomeação de novos ministros ao STF.
O candidato criticou o governo atual, alegando que ele interfere nas eleições e prometeu trabalhar para reduzir a dependência dos brasileiros em relação a políticas públicas, além de promover crescimento econômico.
Após ser recebido com apoio em um colégio, Flávio enfrentou hostilidade em outro local de votação, onde foi vaiado e chamado de 'fascista', evidenciando a polarização política em torno da sua candidatura.
Rio - O senador e candidato do Partido Liberal (PL) à presidência da República, Flávio Bolsonaro, recebeu o apoio de simpatizantes ao votar em um colégio municipal, na zona Norte do Rio, logo na abertura das urnas, às 8h07.
O candidato pediu que os eleitores brasileiros depositem um "voto de confiança" nele para que o presidente Lula não seja reeleito e possa indicar até mais quatro novos ministros para vagas no Supremo Tribunal Federal (STF).
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"O atual presidente da República [caso eleito] indica mais quatro ministros da Suprema Corte. A imprensa vai ser perseguida, os políticos serão perseguidos, o brasileiro será perseguido e vai ser o fim do nosso País. Peço aos brasileiros que não permitam que isso aconteça e já me deem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno", afirmou a jornalistas.
Flávio afirmou também que os brasileiros precisam "pôr um fim na era de atraso" que enxerga no Brasil e que sonha com que os cidadãos não dependam mais de políticas públicas para se alimentar.
"O governo atual perdeu a linha de usar dinheiro público, a máquina pública para tentar interferir nas eleições. Os amigos do Lula interferindo nas eleições. Isso tem que mudar [...] O Brasil não aguenta mais tanto sofrimento, tantos impostos altos, tantas mulheres mortas, tanta perseguição política. Meu sonho vai ser acabar esse meu mandato com que menos brasileiros dependam do governo para ter o que comer", disse. O senador também defendeu uma agenda voltada ao crescimento econômico e ao empreendedorismo. "O Brasil precisa empreender, o Brasil precisa crescer. Eu quero libertar o povo brasileiro".
O candidato chegou com a mulher, Fernanda Bolsonaro (PL), sob esquema de segurança. Também estiveram no local o candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), os candidatos ao Senado Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), além da mãe de Flávio, a candidata à Câmara Federal, Rogéria Bolsonaro (PL).
Apoio em um colégio, hostilidade em outro
Em seu colégio de votação, Flávio recebeu apoio de simpatizantes enquanto se organizava para falar com jornalistas, em clima de tumulto, com gritos de "Fora, Lula" e "Lula ladrão".
Depois, quando o candidato foi acompanhar o voto da esposa Fernanda, em uma escola particular na Tijuca, zona norte do Rio, o candidato foi hostilizado. Flávio deixou o local sob vaias e gritos de "fascista" e "miliciano". Os opositores também puxaram um coro de apoio ao presidente Lula, principal oponente na disputa presidencial.
(Por Paula Martini)
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