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Caiado diz que vai manter aposentadoria atrelada ao mínimo se for eleito

Lula Marques/Agência Brasil

Caiado afirmou que manterá o vínculo entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo - Lula Marques/Agência Brasil
Caiado afirmou que manterá o vínculo entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo
Por Broadcast

01/06/2026 | 08h15

Brasília - Ronaldo Caiado (PSD-GO), ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, afirmou que não pretende desvincular as aposentadorias dos reajustes do salário mínimo, prometeu encaminhar uma série de reformas ao Congresso no primeiro dia de um eventual governo.

Caiado disse também que classificará facções criminosas como organizações terroristas, mobilizando forças de segurança e as Forças Armadas para combatê-las.

As declarações foram dadas em entrevista ao programa Canal Livre, da Band TV, exibida neste domingo. Questionado sobre propostas de austeridade, Caiado afirmou que manterá o vínculo entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo. "Não vou tirar essa prerrogativa do aposentado", disse.

Ao comentar a discussão sobre mudanças nas relações de trabalho, citou a escala 5x2 e defendeu a necessidade de modernização da legislação trabalhista.

Como exemplo, mencionou proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN) que prevê pagamento por hora trabalhada. Segundo ele, muitos jovens não querem apenas a "CLT tradicional", mas valorizam flexibilidade e produtividade.

Desenvolvimento e educação

Caiado também criticou modelos de gestão baseados em programas de transferência de renda e defendeu uma estratégia voltada ao desenvolvimento econômico e educacional.

Vou desenvolver as potencialidades do Brasil. Você só eleva o padrão do país se distribuir riqueza. E como se distribui riqueza? Pelo conhecimento", afirmou.

Segundo o pré-candidato, o País não pode continuar sendo apenas um "exportador de commodities e importador de tecnologia de ponta". Ele defendeu investimentos em educação e o aproveitamento de recursos estratégicos, como terras raras, além da redução da dependência externa em áreas como fertilizantes.

Segurança pública e combate às facções

Na área de segurança pública, Caiado afirmou que o principal tema da eleição presidencial será a moral e disse que é necessário ter autoridade moral para governar. Ele criticou o PT e associou o fortalecimento das facções criminosas aos governos petistas.

"Qual é o fator determinante dessa campanha eleitoral? Moral. Este é o divisor de águas. Um governo que construiu as duas facções mais violentas do País e as mais importantes. Multinacionais do crime. PCC e Comando Vermelho", declarou.

O ex-governador afirmou que classificará essas organizações como terroristas e mobilizará forças federais e estaduais para combatê-las.

"Vou implantar como terrorista, vou usar as forças de segurança, Exército, Aeronáutica, a Marinha, as forças estaduais e vou fazer um combate severo a poder resgatar a soberania brasileira", disse.

Reformas, anistia e dívida pública

Caiado também afirmou que, se eleito, enviará ao Congresso, já no primeiro dia de mandato, propostas de reforma administrativa, política e trabalhista, além de mudanças na reforma tributária. Segundo ele, o pacote incluirá ainda a classificação das facções como terroristas e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Encaminharei no primeiro dia, não vou deixar para o segundo. Vou rever a reforma tributária. Reforma administrativa, reforma política, reforma trabalhista. Encaminharei todas elas no primeiro dia do meu governo. Junto com o terrorismo e junto com a anistia", afirmou.

Na área fiscal, prometeu estabilizar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro ano de governo e reduzir essa proporção em um ponto porcentual ao ano nos exercícios seguintes.

O pré-candidato também criticou medidas do governo federal voltadas à renegociação de dívidas das famílias, como o programa Desenrola. "Agora tem um Desenrola. Senhor Lula, quem é que enrolou? Quem foi que enrolou o povo brasileiro nessa dívida toda?", questionou.

Pesquisas

Ao comentar o cenário eleitoral, Caiado avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atingiram elevados níveis de rejeição e que ainda possui espaço para crescer politicamente.

"A rejeição de Lula e Bolsonaro são as maiores. Eles bateram no teto. E o Caiado tem um estradão enorme, como a gente fala no interior, uma picada enorme para poder caminhar nela", afirmou.

Ele atribuiu seu desempenho nas pesquisas ao fato de ainda ser pouco conhecido nacionalmente e à ausência de debates eleitorais. "Eu sou desconhecido por quase 50% da população", disse.

Segundo Caiado, os eleitores decidirão seu voto com base na capacidade de gestão e na entrega de resultados. Ele criticou tanto o PT quanto os governos ligados ao bolsonarismo por, em sua avaliação, não terem atendido às expectativas da população.

"O PT já teve oportunidade de governar o País. (...) A escolha será feita por quem tiver mais entregas", afirmou.

Caso Master

Ao tratar da disputa no campo da direita, Caiado declarou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve explicações sobre seu envolvimento no caso Master, mas ressaltou que o foco da oposição deve permanecer na derrota de Lula nas eleições. "Nós fazemos parte de um projeto para derrotar o PT", declarou.

Ele afirmou ainda que seria irrealista imaginar uma vitória da direita em 2026 sem o apoio de Jair Bolsonaro e de seus eleitores. Apesar das divergências e das denúncias envolvendo integrantes da família Bolsonaro, defendeu evitar divisões internas que possam comprometer o projeto eleitoral do campo conservador.

(Por Mateus Maia)

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