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Concessões do crédito consignado privado caíram 22,5% em fevereiro, diz BC

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Taxa média de juros do consignado privado chegou a 59,4% em fevereiro - Adobe Stock
Taxa média de juros do consignado privado chegou a 59,4% em fevereiro
Por Broadcast

30/03/2026 | 09h35

Brasília - As concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado caíram 22,5% em fevereiro, na comparação com janeiro, informou o Banco Central nesta segunda-feira. O montante passou de R$ 9,216 bilhões (revisado de R$ 9,212 bilhões) para R$ 7,146 bilhões no período.

O saldo da modalidade cresceu 5,9% em fevereiro, para um total de R$ 92,506 bilhões. Os números refletem principalmente o comportamento do novo modelo de consignado privado, o Crédito do Trabalhador, lançado pelo governo no fim de março de 2025.

Leia também: O que considerar antes de contratar o crédito consignado CLT?

A taxa média de juros do consignado privado aumentou para 59,4% em fevereiro, contra 57,4% em janeiro. O governo espera que, com o Crédito do Trabalhador, o tomador migre para linhas com taxas mais baixas.

O comportamento dos juros no consignado privado, porém, tem registrado alta neste primeiro momento, refletindo a adaptação de instituições financeiras à modalidade e o interesse pelo segmento.

Endividamento

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou estável em 49,7% no mês de janeiro, repetindo dezembro de 2025, segundo o BC. O pico histórico da série foi atingido em julho de 2022, com 49,9%.

Descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 31,2% em dezembro para 31,3% em janeiro. O comprometimento da renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu de 29,2% para 29,3%. Sem contar os empréstimos imobiliários, passou de 26,9% para 27,1%.

Cartão de crédito

Já o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito subiu de 424,5% ao ano em janeiro para 435,9% em fevereiro, segundo o Banco Central.

A taxa do parcelado subiu de 194,9% para 200,2%. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, aumentou de 89,7% (revisado, de 89,6%) para 96,4%.

O Congresso definiu em lei que os juros do rotativo e do parcelado não poderiam ultrapassar 100% do principal da dívida. O teto para os juros e encargos da modalidade passou a valer em janeiro de 2024.

As taxas apresentadas pelo BC podem sugerir que os bancos estejam descumprindo a lei, mas o que acontece é apenas um registro estatístico. Para chegar às taxas anuais, a autoridade monetária extrapola o juro cobrado ao mês pela instituição financeira para o ano.

Essa taxa nem sempre é efetivada, já que os consumidores normalmente ficam "pendurados" no cartão por apenas dias ou semanas.

(Por Marianna Gualter e Mateus Maia)

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