Congresso marca para quarta-feira instalação da CPMI das fraudes do INSS
Antônio Cruz/Agência Brasil
Por Naomi Matsui, da Broadcast
redacao@viva.com.brBrasília, 18/08/2025 - O Congresso marcou para quarta-feira, às 11h, a reunião de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Pelo acordo, o colegiado será presidido pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). A relatoria caberá ao deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).
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O grupo será formado por 32 titulares, sendo 16 deputados e 16 senadores, além dos suplentes. O requerimento foi lido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em 17 de junho e, desde então, o Congresso aguardava as indicações de membros de líderes partidários.
O pedido para abertura da CPMI foi encabeçado por parlamentares da oposição, mas também recebeu a assinatura de alguns governistas, como o senador Fabiano Contarato (PT-ES).
Até a manhã desta segunda, 18, as bancadas já haviam enviado a lista de 24 titulares à comissão. restante deve ser oficializado nos próximos dias.
Senadores:
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Renan Calheiros (MDB-AL);
- Carlos Viana (Podemos-MG);
- Styvenson Valentim (PSDB-RN);
- Omar Aziz (PSD-AM);
- Eliziane Gama (PSD-MA);
- Cid Gomes (PSB-CE);
- Jorge Seif (PL-SC);
- Izalci Lucas (PL-DF);
- Eduardo Girão (Novo-CE);
- Rogério Carvalho (PT-SE);
- Fabiano Contarato (PT-ES);
- Leila Barros (PDT-DF);
- Tereza Cristina (PP-MS);
- Damares Alves (Republicanos-DF)
Deputados:
- Coronel Chrisóstomo (PL-RO);
- Coronel Fernanda (PL-MT);
- Adriana Ventura (Novo-SP);
- Sidney Leite (PSD-AM);
- Ricardo Ayres (Republicanos-TO);
- Romero Rodrigues (Podemos-PB);
- Mário Heringer (PDT-MG);
- Bruno Farias (Avante-MG);
- Marcel van Hattem (Novo-RS).
Operação Sem Desconto
A instalação da CPMI foi feita a pedido da oposição depois da fraude nos pagamentos do INSS, em que associações falsificaram assinaturas e documentos para desviar R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024, de acordo com a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU).
A PF suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e enriquecimento ilícito envolvendo funcionários do governo. O então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e outros dirigentes do órgão foram afastados dos cargos. O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão e foi substituído pelo então secretário executivo da pasta, Wolney Queiroz, agora titular do ministério desde o começo de maio.
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