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CPMI do INSS aprova 87 requerimentos e gera tumulto após quebras de sigilo

Geraldo Magela/Agência Senado

Após a proclamação do resultado houve tumulto na sala, com questionamentos sobre a contagem de votos - Geraldo Magela/Agência Senado
Após a proclamação do resultado houve tumulto na sala, com questionamentos sobre a contagem de votos
Por Marcia Furlan

26/02/2026 | 20h13

São Paulo, 26/02/2026 - A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), em votação simbólica e em bloco, 87 requerimentos da pauta. Entre eles, uma série de pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, com destaque para o nome de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, além de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

De acordo com informações da Agência Senado, após a proclamação do resultado houve tumulto na sala, com questionamentos por parte de parlamentares do governo sobre a contagem e a forma de votação, e a sessão teve que ser interrompida.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a votação em bloco foi solicitada pelo próprio governo com base no regimento e que a verificação de quórum passou a valer pelo painel eletrônico de presença, com o registro de 31 parlamentares. 

Na retomada da reunião, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou questão de ordem com pedido para a presidência da CPMI de anulação do resultado, o que foi rejeitado por Viana. 

Leia também: Consignado no INSS não acaba porque há muito dinheiro em jogo, diz Lupi

Lulinha


De acordo com o Estadão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a quebra dos sigilos bancários, fiscais e telemáticos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, antes mesmo da sessão desta quinta-feira, 26. Mendonça é o relator das investigações sobre fraudes no INSS e autorizou as medidas a pedido da Polícia Federal em janeiro.

Nas investigações, a Polícia Federal apontou citações a Lulinha nas informações sobre desvios em descontos de aposentados e pensionistas do INSS, em razão de indícios de que o filho do presidente atuou como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de ser o principal operador do esquema fraudulento.

Leia também: CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho do presidente Lula

Família Camisoti


Deputados e senadores da CPMI do INSS afirmaram que a família Camisotti teria movimentado valores muito superiores aos atribuídos ao “Careca do INSS”, no esquema de descontos ilegais sobre aposentadorias e pensões. O relator Alfredo Gaspar afirmou que três entidades investigadas repassaram mais de R$ 800 milhões, sendo cerca de R$ 350 milhões destinados a empresas ligadas aos Camisotti, como Benfix, Brasil Dental Serviços Compartilhados e Rede Mais Saúde.

Paulo Camisotti foi ouvido como testemunha na sessão da tarde desta quinta-feira e permaneceu em silêncio com base em habeas corpus. Parlamentares pediram que ele passe à condição de investigado e defenderam sua prisão. Segundo os congressistas, o foco no “Careca” teria desviado a atenção da família, apontada como peça central no suposto esquema.

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