CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho do presidente Lula
Reprodução/TV Senado
São Paulo, 26/02/2026 - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A sessão, que registrou 7 votos contrários aos requerimentos, terminou em confusão generalizada. Em meio aos debates acalorados e empurrões, o áudio da TV Senado foi cortado e, posteriormente, o sinal foi interrompido. A base governista sustenta que obteve 14 votos, em vez de 7.
"Ninguém saiu ferido, eu entendo que ali a decisão é individual, mas a decisão é através do voto. No voto, o governo foi derrotado", declarou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), em entrevista coletiva. Ele explicou que foi escolhida a votação em bloco, com verificação de quórum pelo painel eletrônico.
Leia também: CPMI do INSS vai recorrer de decisão que liberou Vorcaro de depoimento
De acordo com apuração do Estadão, Lulinha entrou no radar das investigações da Polícia Federal (PF) para verificar se ele colaborou com o empresário Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", apontado como o principal operador da fraude nos descontos associativos do INSS.
No total, a Comissão está votando 87 requerimentos de convocação e quebras de sigilo. Após uma breve suspensão, a reunião foi retomada.
O que foi a fraude no INSS?
A fraude no INSS está relacionada à Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025 pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação apura descontos associativos não autorizados na folha de benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
As investigações iniciais apontaram um desvio de, ao menos, R$ 6,3 bilhões, mas o INSS sustenta que os descontos não ultrapassaram R$ 3,5 bilhões.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
