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CPMI do INSS ouve presidente da Dataprev na segunda-feira

Roberto Suguino/Agência Senado

O depoimento está agendado para segunda-feira, 2 de março, às 16h - Roberto Suguino/Agência Senado
O depoimento está agendado para segunda-feira, 2 de março, às 16h
Por Paula Bulka Durães

27/02/2026 | 13h15

São Paulo, 27/02/2026 - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convocou o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D'Avila Assumpção, órgão responsável pelo suporte tecnológico da autarquia. O depoimento está agendado para segunda-feira, 2 de março, às 16h.

O presidente da Comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), justificou a convocação ao identificar indícios de falhas na Dataprev que podem ter facilitado as fraudes. Outros depoimentos agendados para segunda-feira incluem o da ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", Aline Barbara Mota de Sá Cabral, e do advogado Cecílio Galvão.

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Segundo o relator Alfredo Gaspar (União-AL), Galvão deverá esclarecer supostos contratos milionários com associações de aposentados e pensionistas investigadas por desvios, enquanto Cabral poderá fornecer informações sobre a dinâmica das empresas relacionadas ao "Careca do INSS".

Na rede social X (antigo Twitter), o senador informou que Cecílio Galvão alegou "compromissos profissionais" e que não irá comparecer. No entanto, Viana busca agora os mecanismos legais para a condução coercitiva do advogado na segunda-feira.

CPMI tem confusão e discussão acalorada

Na quinta-feira, 26, a Comissão aprovou 87 requerimentos de convocação e quebra de sigilos, incluindo o do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Após a votação, iniciou-se uma confusão generalizada com a sessão sendo interrompida.

Após a retomada, o senador Carlos Viana, perante protestos da base governista, afirmou que a votação simbólica foi legítima e que não será refeita. Ainda na quinta-feira, 26 de fevereiro, foi ouvido pela Comissão o filho do empresário Maurício Camisotti, Paulo Camisotti.

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Devido a um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o depoente permaneceu em silêncio durante boa parte das perguntas feitas na oitiva. Maurício Camisotti é um dos nomes indicados pela PF como possível operador do esquema de fraudes nos descontos associativos.

O que a CPMI do INSS investiga?

A CPMI investiga fraudes no INSS. No ano passado, as sessões focaram na Operação Sem Desconto, conduzida em abril pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação apura descontos associativos não autorizados na folha de pagamento de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

Investigações iniciais apontaram um desvio de pelo menos R$ 6,3 bilhões, mas o INSS argumenta que os descontos não ultrapassaram R$ 3,5 bilhões.

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Neste ano, os parlamentares da CPMI devem se concentrar em operações irregulares de empréstimos consignados que, segundo o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), podem ter provocado um prejuízo superior a R$ 7 bilhões.

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