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Defesa de Marcola, líder do PCC, quer mesmo direito obtido por Vorcaro

Reprodução / Estadão Conteúdo

Marcola e Daniel Vorcaro estão presos na Penitenciária Federal de Brasília - Reprodução / Estadão Conteúdo
Marcola e Daniel Vorcaro estão presos na Penitenciária Federal de Brasília
Por Estadão Conteúdo

12/03/2026 | 20h15

São Paulo, 12/03/2026 - A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pela polícia como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), pediu à Justiça o direito de visitar o preso sem monitoramento na penitenciária federal onde ele cumpre pena.

Os advogados querem para o líder do PCC o mesmo tratamento dado ao empresário Daniel Vorcaro, que obteve decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) nesse sentido. A reportagem pediu manifestação ao STF e ao ministro André Mendonça e aguarda retorno.

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No caso de Vorcaro, preso na Penitenciária Federal de Brasília em decorrência do escândalo do Banco Master, o ministro André Mendonça determinou que os atendimentos entre ele e advogados ocorram sem monitoramento ou gravação de áudio e vídeo, além de dispensar agendamento prévio para as visitas.

'Direitos iguais'

Na mesma penitenciária de Brasília, Marcola cumpre pena por crimes que vão de homicídios a tráfico de drogas e organização criminosa. O seu advogado, Rodrigo Ferullo, disse à reportagem que o entendimento do STF deve ser estendido a outros casos.

"Os direitos são iguais e o tratamento também deve ser. Esse é o entendimento do Supremo, por isso já protocolei uma petição neste sentido. A expectativa é de que o pedido seja deferido com base nesse entendimento firmado pelo STF de que, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia, o contato do cliente com o advogado não deve ser monitorado.”

'Inviolabilidade da comunicação profissional'

Na decisão envolvendo Vorcaro, o STF reconheceu que o atendimento entre advogado e cliente custodiado em estabelecimento penal federal deve ocorrer sem monitoramento ou gravação de áudio e vídeo, assegurando-se a plena inviolabilidade da comunicação profissional, conforme previsto no Estatuto da Advocacia e na Lei de Execução Penal.

Ferullo fez o pedido ao juiz corregedor do sistema penitenciário federal. “Caso o pleito não seja acolhido na instância competente, a defesa não hesitará em recorrer ao próprio Supremo Tribunal Federal, a fim de assegurar o respeito às prerrogativas da advocacia e às garantias fundamentais do exercício da defesa técnica”, diz a nota do advogado.

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