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Reino Unido proibirá menores de 16 anos de usar redes sociais

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Apps de mensagens, como WhatsApp, ficarão de fora das restrições - Adobe Stock
Apps de mensagens, como WhatsApp, ficarão de fora das restrições
Por Broadcast

15/06/2026 | 14h22

Londres - O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira, 15, a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos, em uma medida que atingirá plataformas como TikTok, YouTube, Instagram, Facebook, Snapchat e X. A restrição deve entrar em vigor no início de 2027 e faz parte de um movimento internacional para ampliar a proteção de crianças no ambiente digital.

Segundo Starmer, o objetivo é reduzir a exposição de jovens a conteúdos nocivos e ao excesso de tempo de tela. O premiê disse acreditar que a regra poderá ser efetivamente aplicada, apesar de reconhecer que alguns adolescentes tentarão contorná-la.

O modelo seguirá o adotado pela Austrália, primeiro país a proibir menores de 16 anos de manter contas em redes sociais. Empresas que não adotarem medidas razoáveis para impedir o acesso de menores poderão enfrentar multas milionárias. O governo britânico ressaltou que a fiscalização terá como alvo as plataformas, e não os usuários. Serviços como WhatsApp, Signal e YouTube Kids ficarão de fora das restrições.

Starmer afirmou ainda que pretende ampliar a proteção de crianças em plataformas de jogos e transmissões ao vivo, impedindo contatos de desconhecidos com menores. O governo também avalia medidas adicionais, como limites de uso noturno e interrupções na rolagem infinita para adolescentes.

A decisão foi tomada após uma consulta pública que recebeu 116 mil contribuições. Segundo o governo, mais de 90% dos participantes apoiaram a proibição. A medida, porém, enfrenta resistência de empresas de tecnologia.

YouTube e Meta alertaram que uma proibição ampla pode levar adolescentes a migrar para ambientes online menos seguros e sem supervisão. Críticos também argumentam que a verificação de idade é difícil de implementar e não resolve o problema central, que seria o funcionamento dos algoritmos responsáveis por recomendar conteúdos potencialmente nocivos.

A iniciativa também pode aumentar as tensões com os EUA. Em comunicado, a embaixada americana em Londres afirmou que regulações do setor devem ser limitadas e respeitar garantias de liberdade de expressão, além de evitar encargos excessivos para empresas de tecnologia dos EUA. Starmer disse que pretende discutir o tema com o presidente Donald Trump durante a cúpula do G7 na França. (Associated Press)

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