Desemprego fica em 5,1% em 2025, melhor resultado desde 2012, diz IBGE
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Rio, 30/01/2026 - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, de acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o nível mais baixo de desemprego registrado pela série histórica, iniciada em 2012.
Em igual período de 2024, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%. No trimestre móvel até novembro, a taxa de desocupação estava em 5,2%.
Com o resultado de dezembro, a taxa anual do indicador de desemprego caiu de 6,6%, em 2024, para 5,6%, em 2025, patamar mais baixo desde 2012. Em um ano, a média de pessoas desocupadas caiu de 7,2 para 6,2 milhões. Em 2020 e 2021, durante a pandemia, a taxa chegou a 13,7% e 14,0%, e cerca de 14 milhões de desocupados.
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No trimestre encerrado em dezembro, foram abertas 179 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em setembro. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, 939 mil vagas foram criadas no setor privado.
O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,4 milhões de de trabalhadores no trimestre até dezembro, enquanto os sem carteira assinada somaram 13,5 milhões de de pessoas, 67 mil a mais do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até dezembro de 2024, foram criadas 361 mil vagas sem carteira no setor privado.
O trabalho por conta própria ganhou a adesão de 219 mil pessoas em um trimestre, para um total de 26,109 milhões de de trabalhadores. O resultado representa 638 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O número de empregadores diminuiu em 69 mil em um trimestre, para 4,152 milhões de de pessoas. Em relação a dezembro de 2024, o total de empregadores encolheu em 2,5%, número que representa um recuo de 108 mil empregadores.
O País teve um aumento de 63 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,57 milhões de de pessoas. O resultado representa queda de 306 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior.
O setor público teve 159 mil pessoas a mais no trimestre terminado em dezembro ante o trimestre encerrado em setembro, para um total de 13,004 milhões de de ocupados. Na comparação com o trimestre até dezembro de 2024, foram abertas 483 mil vagas.
Renda do trabalhador
A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.613 no trimestre encerrado em dezembro. O resultado representa alta de 5% em relação ao mesmo trimestre de 2024. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 367,6 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, alta de 6,4% ante igual período do ano passado.
Já a massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 22,03 bilhões no período de um ano, para R$ 367,6 bilhões, uma alta de 6,4% no trimestre encerrado em dezembro ante o trimestre terminado em dezembro de 2024.
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Na comparação com o trimestre terminado em setembro, a massa de renda real subiu 3,1%, com R$ 10,883 bilhões a mais.
Desalento
O Brasil registrou 2,6 milhões de de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em dezembro. O resultado significa 9 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em setembro, um avanço de 0,3%. Em um ano, 343 mil pessoas deixaram a situação de desalento, baixa de 11,5%.
A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.
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