Em balanço de 1 ano de governo, Trump defende sua política econômica
Alan Santos /PR
20/01/2026 | 18h25
São Paulo, 20/01/2026 - O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu hoje o trabalho de sua administração na economia, ao comemorar um ano do início de seu segundo mandato na Casa Branca. Em coletiva de imprensa, afirmou que os EUA não terão déficit comercial no próximo ano por causa das tarifas, reafirmando que elas não provocam inflação no país. "Acabamos com a estagflação do governo de [Joe] Biden", acrescentou.
Trump também se gabou que o país tem atualmente o "melhor mercado acionário da História" e que "temos retorno financeiro maior que Warren Buffett". À respeito da decisão da Suprema Corte sobre bloquear ou não as tarifas efetivadas pela Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), ele disse não saber como a corte vai decidir, mas que seu governo "dará um jeito" de reaplicar as tarifas de alguma forma se for necessário.
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Ele também afirmou que as petrolíferas americanas estão preparando "investimento massivo" na Venezuela e que passou a gostar do país latino-americano após a captura do ditador Nicolás Maduro e sua destituição do poder.
Venezuela e Otan
"Estou amando a Venezuela, eles têm trabalhado com os EUA também", pontuou o republicano em coletiva de imprensa para falar sobre as conquistas de seu primeiro ano de volta a Casa Branca. Segundo ele, é possível que a ativista María Corina Machado seja envolvida na Venezuela novamente no futuro: "Talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Eu adoraria poder fazer isso". Anteriormente, porém, ele descartou Corina como presidente.
Ao comentar sobre a prisão de imigrantes ilegais e a proteção da fronteira, Trump comentou que começará "em breve" a combater drogas que chegam por via terrestre nos EUA, sem oferecer mais detalhes.
Trump também falou sobre a Otan. Disse que ninguém fez mais pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) do que ele, além de afirmar que o grupo não trata os EUA "de forma justa", sem citar a questão da Groenlândia.
"Se eu não tivesse chegado, não haveria Otan agora. Teria ficado no monte de cinzas da história", comentou ele, em coletiva sobre balanço de seu primeiro ano no segundo mandato presidencial. O republicano também voltou a dizer que acabou com "oito guerras", e por isso deveria ter ganhado o Nobel da Paz. "A Noruega controla o Nobel e isso é uma piada", acrescentou. O prêmio, contudo, é concedido por um Comitê Nobel independente, e não pelo governo norueguês.
(Por Thais Porsch e Darlan de Azevedo)
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