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Entidades empresariais pedem que Senado adie votação do fim da escala 6x1

Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ouviu os pedidos feitos pela Fiesp e CNI - Carlos Moura/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ouviu os pedidos feitos pela Fiesp e CNI
Por Broadcast

26/05/2026 | 19h34

Brasília - Entidades produtivas pediram nesta terça-feira, 26, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que adie para depois das eleições de outubro a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6x1.

Segundo os representantes das entidades, o projeto tem sido usado como "bandeira eleitoral" pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por parlamentares. O texto deve ser votado nesta semana pela Câmara dos Deputados e, depois, precisará passar pelo Senado.

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Entre as entidades recebidas estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

'Fora da realidade'

"Da maneira que foi feita, ela [PEC] está fora da realidade brasileira, foi feita de forma irresponsável e só baseada em bandeira política. Não ouviu setor nenhum [...] Foi tratada pelo governo brasileiro como bandeira eleitoral, em véspera da eleição, assim como o imposto da chamada blusinhas", disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em entrevista coletiva a jornalistas, após o encontro.

Ele criticou o relatório costurado entre governo e Câmara e defendeu que mudanças na escala de trabalho sejam definidas por negociação entre empresas e trabalhadores.

Ele também reclamou da falta de estudos técnicos sobre os impactos da medida e disse esperar que o Senado conduza a discussão "com serenidade" e "sem pressa".

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Skaf afirmou ainda que Alcolumbre ouviu as preocupações do setor produtivo e reconheceu a complexidade do tema, mas não detalhou se o senador acolherá o pedido. Para Skaf, não haveria problema em adiar por alguns meses a discussão sobre o fim da escala 6x1.

CNI prevê inflação

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, também presente na reunião, disse que a mudança poderá provocar aumento de preços entre 6% e 8% na indústria.

"Dois, três meses depois, após as eleições, os novos preços de repasse do custo vão estar nas prateleiras ou nos serviços. [...] Temos uma estimativa de que, para o setor industrial, isso pode representar um aumento de preço médio entre 6% e 8%", disse.

Ele também criticou o período de transição de 14 meses previsto pelo projeto. Pelo relatório, a primeira redução, de duas horas na carga horária semanal, seria realizada 60 dias após a promulgação da emenda.

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"Qual é a empresa de pequeno, médio porte vai ter capacidade de melhorar seu rendimento, sua produtividade em 60 ou 90 dias? Nenhuma", questionou Alban.

(Por Naomi Matsui)

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