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Escalada militar no Oriente Médio entra em seu segundo dia

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Irã disparou mísseis balísticos e drones contra Israel e nações do Golfo Pérsico - Adobe Stock
Irã disparou mísseis balísticos e drones contra Israel e nações do Golfo Pérsico
Por Broadcast

01/03/2026 | 09h15

São Paulo, 01/03/2026 - A escalada militar no Oriente Médio entrou em seu segundo dia neste domingo com novas ondas de ataques cruzados entre as forças envolvidas. O Irã, que prometeu vingar a morte de seu líder supremo Ali Khamenei, disparou mísseis balísticos e drones contra Israel e nações do Golfo Pérsico, resultando na primeira fatalidade confirmada em Tel Aviv, onde uma mulher foi morta.

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Além dos danos em território israelense, foram registradas pessoas feridas nos Emirados Árabes Unidos em decorrência dos ataques iranianos. A resposta de Israel incluiu novos bombardeios à capital Teerã, ocorridos um dia após o início da ofensiva conjunta com os Estados Unidos.

Repercussão

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou, em publicação no X, total solidariedade ao Reino da Jordânia após os disparos iranianos realizados contra o país vizinho. Em conversa direta com o Rei Abdullah II, a dirigente europeia afirmou que a ausência de Ali Khamenei representa uma esperança de mudança para o povo do Irã, destacando que os iranianos devem ser os protagonistas na construção de seu próprio futuro.

Von der Leyen também demonstrou preocupação com o risco real de uma instabilidade generalizada que poderia levar a região a uma espiral de violência sem precedentes, reforçando que o bloco europeu está em coordenação com atores-chave e parceiros regionais para garantir a segurança e a proteção de civis.

O balanço de vítimas no território iraniano já ultrapassa 200 mortos desde o início da campanha militar, segundo dados divulgados pela organização Crescente Vermelho. Analistas apontam que o Irã vive sua fase política mais crítica desde a revolução de 1979, enfrentando uma economia paralisada e incertezas profundas sobre a sucessão do poder teocrático.

Retaliação

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e encarregado de liderar o esforço de guerra do país, Ali Larijani, prometeu neste domingo uma retaliação militar de proporções inéditas contra os Estados Unidos e Israel. Em uma publicação no X, Larijani afirmou que os mísseis disparados por Teerã ontem causaram danos significativos aos adversários, mas alertou que a força a ser empregada hoje será algo "nunca antes experienciado" pelas potências ocidentais.

Ali Larijani assumiu a frente do processo por ser o atual encarregado de liderar o esforço de guerra contra os adversários e por sua recente designação, no final de fevereiro de 2026, como o candidato preferencial para administrar temporariamente o país em caso de vacância na liderança suprema.

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A declaração ocorre em meio ao caos político e militar gerado pela operação norte-americana denominada Fúria Épica, iniciada no sábado com ataques coordenados em todo o território iraniano. A escalada do conflito atingiu um ponto crítico com o anúncio feito pelo presidente Donald Trump sobre a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ocorrida durante os bombardeios em Teerã.

Embora o governo iraniano tenha inicialmente mantido silêncio, a mídia estatal confirmou o falecimento do aiatolá no início deste domingo, após imagens de satélite mostrarem o complexo de alta segurança do líder reduzido a destroços por cerca de 30 bombas. Trump descreveu Khamenei como uma das figuras "mais maléficas da história" e afirmou que sua morte representa um passo fundamental para que o povo iraniano recupere o controle de seu país.

As autoridades iranianas reportaram pelo menos 201 vítimas fatais no território nacional decorrentes dos ataques, enquanto Israel confirmou uma morte após a resposta inicial de Teerã com mísseis estratégicos. A operação é descrita como a maior movimentação militar norte-americana no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, provocando a interrupção imediata do transporte marítimo de óleo e gás, o que já pressiona os preços globais do petróleo.

(Por Guilherme Nannini)

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