EUA atacam Irã após helicóptero ser abatido; Teerã nega ação intencional
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São Paulo - Os EUA anunciaram no final da tarde desta terça-feira, 9, que realizaram ataques contra os iranianos em resposta abate do seu helicóptero militar Apache ocorrido na noite desta segunda-feira, 8, durante uma patrulha sobre o Estreito de Ormuz. Esse é um dos principais helicópteros de ataque dos EUA.
O Comando Central dos EUA anunciou que a ofensiva de “autodefesa” é uma retaliação “proporcional à agressão injustificada do Irã” contra o helicóptero, em uma publicação na rede social X. Segundo o Centcom, os ataques contra Teerã foram lançados por volta das 18h (de Brasília).
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Pouco depois, o Irã negou aos mediadores do conflito no Oriente Médio que teria mirado o helicóptero de maneira intencional, segundo uma fonte ouvida pela Al Arabiya. De acordo com a fonte do jornal, os representantes iranianos teriam informado aos mediadores que o incidente foi resultado do ambiente de tensão militar na região e reafirmaram o compromisso em manter o diálogo diplomático. Esse posicionamento teria sido reforçado pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, que relatou que a aeronave não foi atingida de maneira deliberada, ainda segundo o jornal.
Em publicação na Truth Social, no início da tarde, Trump disse os dois pilotos a bordo sobreviveram e não ficaram feridos, mas que os Estados Unidos iriam, “necessariamente, responder a esse ataque".
Os ataques elevam novamente as tensões entre Washington e Teerã em uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.
Pela manhã, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, havia publicado uma mensagem em tom de advertência no X. "Preferimos a linguagem da diplomacia, mas falamos outras línguas com muito mais fluência", escreveu. Segundo ele, caso os compromissos assumidos sejam rompidos, o Irã recorrerá aos meios que "sabe falar melhor".
Na mesma publicação, Ghalibaf também afirmou: "Você cavalga o cavalo que selou", em aparente referência aos riscos de uma escalada provocada pelas decisões de Washington.
(Por Pedro Lima, Laís Adriana e Letícia Araújo, especial para o Broadcast)
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