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Trump diz que aspectos finais do acordo com Irã serão anunciados em breve

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O presidente dos EUA, Donald Trump, defende abertura do Estreito de Ormuz, mas Irã contesta - Unsplash
O presidente dos EUA, Donald Trump, defende abertura do Estreito de Ormuz, mas Irã contesta
Por Broadcast

23/05/2026 | 20h01

São Paulo, 23/05/2026 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou há pouco, pela sua rede Truth Social, detalhes do que denominou como “uma importante chamada no Salão Oval da Casa Branca com líderes do Oriente Médio” para discutir um Memorando de Entendimento voltado à paz com a República Islâmica do Irã.

“Os detalhes finais do entendimento seguem em discussão e devem ser anunciados em breve”, destaca. Entre os principais pontos do acordo, segundo Trump, está a abertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

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Participaram da conversa o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, além de representantes dos Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein.

De acordo com o republicano, o acordo foi amplamente negociado, mas ainda depende da finalização entre Estados Unidos, Irã e os demais países envolvidos. Trump também revelou ter conversado separadamente com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma ligação que classificou como “muito positiva”.

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Irã reage sobre Estreito de Ormuz

A agência estatal do Irã contestou em seguida a declaração do presidente dos Estados Unidos. “Está longe da realidade”, relata a agência Fars. “Com base no último texto trocado, caso se chegue a um possível acordo, o Estreito de Ormuz continuará sob a administração do Irã”, acrescenta.

Ainda conforme a Fars, embora o Irã tenha concordado em permitir que o número de navios que passam pelo país retorne ao nível anterior à guerra, “isso não significa, de forma alguma, livre passagem para a situação pré-guerra”, pontua.

A agência acrescentou ainda que a gestão do estreito, a determinação da rota, do horário, da forma de passagem e a emissão de autorizações “permanecerão exclusivamente sob o controle e a discrição da República Islâmica do Irã”. “Portanto, a alegação de Trump a esse respeito é incompleta e não corresponde à realidade.”

(Por Amélia Alves)

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