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Faturamento do varejo cai 3% em fevereiro, diz levantamento da Cielo

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Consumo segue pressionado e reflete o impacto da inflação, diz Cielo - Adobe Stock
Consumo segue pressionado e reflete o impacto da inflação, diz Cielo
Por Broadcast

09/03/2026 | 10h36

São Paulo, 09/03/2026 - O faturamento do varejo brasileiro apresentou queda de 3% em fevereiro ante igual mês do ano passado, descontada a inflação e sem ajuste de calendário, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

O resultado mostra que o consumo segue pressionado no início de 2026, refletindo o impacto da inflação mais elevada e de despesas sazonais típicas do começo do ano.

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Mesmo com crescimento no varejo físico, o desempenho geral foi afetado pela queda nas vendas online e pela retração em segmentos ligados ao consumo discricionário.

Segundo o levantamento, o varejo físico registrou alta nominal de 0,8%, ajudando a amenizar o resultado geral, enquanto o e-commerce apresentou queda de 0,9% na comparação anual. Foi o segundo mês seguido de retração.

"O início do ano segue marcado por um consumidor mais cauteloso, com maior parte do orçamento direcionada a despesas obrigatórias. Reajustes de mensalidades escolares e aumento nos preços de passagens aéreas e combustíveis reduziram o espaço para compras de maior valor agregado", aponta a Cielo em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Esse cenário afetou principalmente os segmentos de bens duráveis e semiduráveis, que dependem mais do consumo discricionário e do tíquete médio mais elevado. 

Além disso, fevereiro é um mês mais curto e contou com o período de Carnaval, o que tende a deslocar parte do consumo para serviços e atividades ligadas ao turismo.

“Fevereiro manteve o varejo sob pressão, com retração real e crescimento nominal fraco diante de uma inflação mais elevada. O consumo seguiu concentrado em itens essenciais, enquanto bens duráveis sentiram o impacto de um mês mais curto e marcado pelo Carnaval”, destaca Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo. 

Segundo Alves, o cenário segue desafiador para o mercado de consumo brasileiro.

Grupos

Entre os grupos que mais pressionaram o índice, Educação teve alta de 5,20%, refletindo os reajustes de mensalidades escolares. O grupo Transportes avançou 1,72%, com destaque para a forte alta das passagens aéreas (11,64%) e para o aumento de 1,38% nos combustíveis. 

Também houve aumento em Saúde e cuidados pessoais (0,67%), influenciado principalmente pelos produtos de higiene pessoal e pelos planos de saúde. O único grupo com queda no período foi Vestuário (-0,42%).

Descontada a inflação, todos os macrossetores apresentaram retração em fevereiro. O setor de Serviços registrou queda de 5,2%, com destaque positivo para Turismo e Transporte, enquanto Estética e Cabeleireiros tiveram desempenho negativo.

O macrossetor de Bens Não Duráveis caiu 0,4%, com crescimento em veterinárias e pet shops, mas retração em cosméticos e higiene pessoal.

Bens Duráveis e Semiduráveis tiveram a maior queda, de 7,5%, pressionados principalmente pelos setores de Óticas e Joalherias e Materiais para Construção.

Todas as regiões do País registraram retração nas vendas em termos reais. Considerando o ICVA deflacionado com ajuste de calendário, a região Norte registrou queda de 5,4%, Nordeste (-3,7%), Sul (-4,3%), Sudeste (-4,5%) e Centro-Oeste (-5,0%).

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas.

(Por Beth Moreira)

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